A cidade de Pindoretama fica a 45 km de Fortaleza, o nome do município tem origem tupi e significa “terra das palmeiras”, de pindó (palmeira) e retama (terra; terra natal; região).
Como eu me hospedaria no Malai Beach, em Fortaleza, do Espírito Santo, onde moro, entrei em contato com a Reserve Turismo, uma empresa que me passou credibilidade após várias pesquisas online, que já está há muito tempo no mercado e com feed backs positivos nos depoimentos das pessoas que usaram os passeios. Entre os pacotes deles escolhi conhecer Canoa Quebrada, passeio de buggy em Morro Branco incluindo uma parada na maior rapadura do mundo. Aqui vou falar só da minha parada em Pindoretama, que aliás tem a vibe necessária para encerrar um passeio.
Logo na entrada da cidade você já vai se deparar com o Letreiro Pindoretama, quem ama cuida.
Igreja de Nossa Senhora das Graças
Pindoretama possui 70 casas de engenho, onde os turistas podem acompanhar o processo de transformação da cana em rapadura de diversos sabores. Em 2011, o Engenho Tradição se destacou na mídia porque queria entrar para o Guinness Book com o registro de produtora da maior rapadura do mundo. Para isso, fez uma rapadura com 9 quilos e 430 gramas com 3,92 m de comprimento, 2,08 m de largura e 46 cm de espessura.
O doce ficou exposto no 6º Festival de Cana-de-Açúcar do município, o Pindorecana, atualmente ele está exposto no Engenho Tradição.
A rapadura gigante tem 11 sabores diferentes: abacaxi, laranja, goiaba, amendoim, erva doce, tangerina, castanha, canela, gergelim e coco. Além de 33 toneladas de cana-de-açúcar e 500kg de açúcar. Aproximadamente 20 pessoas trabalharam durante um dia inteiro para fazer o doce.
A terra de várzea é propícia ao cultivo da cana de açúcar, atividade que até hoje movimenta a economia do município através de seus engenhos. Muitos deles ainda funcionam de forma artesanal e o Engenho Tradição é uma parada obrigatória para quem estiver passando por lá, além da maior rapadura do mundo, o local é muito alto astral, tem forró, artesanato e comidas típicas. Castanhas doces e salgadas e rapadura de todos os sabores que você imaginar, eu experimentei todas e adorei esse cantinho do Ceará!
O passeio da Reserve Turismo conhecendo Canoa Quebrada, Morro Branco termina em Pindoretama. Aproveite que está na cidade e conheça também o Casario Histórico; Centro de Artesanato; Sítio Ema e o Centro Cultural Aprígio Epitânio de Araújo.
Terminado o passeio a Reserve me deixou no meu hotel preferido em Fortaleza, o Malai Beach. Pensa num hotel delicioso, aconchegante, acolhedor, que valoriza a cultura local na decoração, funcionários alto astral, a vibe do hotel é maravilhosa e ainda fica na frente da Praia do Futuro, em Fortaleza. É perfeito! O café da manhã num capricho que é impossível não observar os mínimos detalhes.
Fui recepcionada com chocolate, o quarto que fiquei tinha banheira retrô, que eu sou maluca e no café da manhã comi bolo mole, que eu não conhecia e pão de queijo em forma de bolo! Elizabeth, Joyce e os meninos da recepção foram incríveis! Muito obrigada… Vou voltar mais vezes, me aguardem!
E assim, foi minha passagem por Pindoretama… Fica aqui a minha sugestão. Prontos para a próxima viagem? Continuem acompanhando a coluna, o Daquiprali na Rede TV. E quero a participação de vocês através do Instagram @daquipraliviagem. Me conta se você conhece a região e o que você achou de Pindoretama. O Daquiprali fica por aqui, até a próxima!
FOTOS E VÍDEOS: DAQUIPRALI e INTERNET
Pindoretama surgiu entre os anos de 1876 a 1877, quando o governo imperial de D. Pedro II decidiu estabelecer, por meio de um telégrafo, comunicação direta entre as cidades de Aracati e Fortaleza.
Para tanto, foi necessária a abertura de uma estrada, onde deveriam ser instalados os postes e passar a linha telegráfica, inaugurada em 17 de fevereiro de 1878, com extensão de cerca de 141km.
Inicialmente, essa estrada ficou conhecida como “Estrada Nova”, “Estrada Telegráfica” e “Estrada do Fio”, e passava no Centro de Pindoretama, por onde hoje são a Rua José Franco (Rua do Cemitério) e Avenida Capitão Nogueira.
As margens da estrada foi sendo ocupada e habitada por pessoas que vieram trabalhar na sua construção e com o passar do tempo transformou-se num povoado pertencente ao município de Cascavel.
Fonte: Wikipédia