Lugar onde o ambiente rural se conecta com a cultura e tradições, onde a deliciosa gastronomia capixaba se une às belíssimas praias, onde a aventura se mistura aos morros, às falésias e à restinga, onde o tambor de congo e a casaca entoam o ritmo contagiante e inconfundível do “Congo Capixaba”. O município da Serra tem sua história iniciada no século XVI nos primeiros anos do período Brasil Colônia, e ainda hoje conserva elementos da tradição cultural e religiosa ligadas ao “Congo” e suas festividades, e ao valioso acervo de edificações históricas.
Quando se trata de ter o que fazer em Serra, o município não decepciona, pois possui uma extensa costa, são 23 quilômetros de litoral, dividindo-se em cinco balneários. São belíssimas praias, de naturais às urbanas, de mar calmo ao agitado, de longas caminhadas ao surf, da pesca à prática esportiva, cenário ideal para se divertir.
Praias e lagoas
Bicanga tem praias de águas quentes e sombra farta, oferecida pelas amendoeiras. São boas para a pesca e mergulho, além de abrigarem um berçário de guaiamuns, uma espécie de caranguejo. Preserva o aspecto de vila de pescadores.
Carapebus é rústica, está situada em uma área de restinga. Com muitas árvores ao redor, oferece sombras agradáveis. Devido ao mar agitado, atrai surfistas. O balneário está em uma área de proteção ambiental, abriga a Lagoa de Carapebus, separada da praia apenas por uma faixa de areia. Aqui também há desova de tartarugas marinhas.
Jacaraípe tem o mais famoso balneário do município, é conhecido por sediar campeonatos de esportes na areia e surfe.
Manguinhos é uma praia bucólica possui atmosfera de vila de pescadores com areia dourada e mar tranquilo. Possui pousadas, bares, restaurantes para todos os gostos.
Nova Almeida Tem praias de águas rasas e quentes, onde os recifes formam piscinas naturais na maré baixa. Em suas belas falésias se pratica o voo livre. O balneário de Nova Almeida conta com diversos atrativos turísticos como as Falésias de Nova Almeida, um local muito procurado para a prática de voo livre, devido as excelentes condições de voo! Então, bora experimentar esta aventura?
Há na Serra um belo complexo de lagoas, com destaque para a Lagoa do Juara (ou Juá), onde o restaurante da Associação dos Pescadores serve pratos elaborados com a tilápia, peixe criado no local, que também pode ser adquirido in natura.
O atrativo mais visitado ponto turístico de Serra é uma obra rara e um dos melhores exemplos da arquitetura jesuíta no Brasil, a Igreja e Residência Reis Magos, tombada pelo IPHAN, foi fundada pelos jesuítas em 1580 e está situada no alto de uma colina, a 40 metros acima do nível do mar, de onde se pode ver a foz do rio Reis Magos, o manguezal e boa parte da orla. Um verdadeiro marco histórico. Construída por volta de 1580, seu interior abriga um altar talhado em madeira, além de um retábulo que exibe a obra “Adoração dos Reis Magos”, considerada a primeira pintura a óleo sobre madeira do país. O complexo arquitetônico conta também com uma praça que proporciona uma vista panorâmica para o oceano. Nos fundos da igreja, há uma passarela com um mirante, de onde se pode apreciar o encontro entre o rio e o mar.
Construída em 1556, a Igreja Nossa Senhora da Conceição, foi o primeiro templo religioso do município, local bem diferente de onde está situada hoje. Em 1564, a capela foi transferida para a sede do município, e sua arquitetura atual foi concluída em 1769. Seu interior possui pinturas de autoria do artista Walter Francisco de Assis, considerado o maior pintor serrano de todos os tempos. Nos seus jardins é fincado o Mastro, símbolo máximo da festa do Ciclo Folclórico e Religioso de São Benedito, realizada há mais de 160 anos, no dia 26 de dezembro
O sítio integra a Igreja de São João Batista de Carapina que marca a passagem das primeiras levas de missionários jesuítas no Espírito Santo, as ruínas de um casarão, testemunho da ocupação em 1594. Um dos fundadores da Serra, o cacique Temiminó Macarajaguaçu, foi enterrado em seus arredores.
A Igreja de São José do Queimado, inaugurada em 1849, foi palco da Insurreição do Queimado, principal revolta de escravos no Espírito Santo. Museu a céu aberto composto pela ruína da igreja e o cemitério antigo, possui uma riqueza paisagística, cultural e histórica, e resguarda em seu subsolo registros importantes da ocupação da região, que teve seu ápice no século XIX.
Graças a uma combinação de fé e mistério o Santuário das Formigas Bordadeiras ganhou notoriedade nacional. Segundo relatos, em 1990, uma imagem de Nossa Senhora da Penha começou a derramar lágrimas, atraindo a atenção de muitas pessoas para o local. No ano seguinte, durante a Guerra do Golfo Pérsico, a santa teria derramado lágrimas de sangue, gerando grande comoção. Em seguida, apareceu com o rosto coberto por formigas. Desde 1996, o Santuário guarda um acervo de folhas de árvores com perfurações semelhantes a bordados que são feitas por formigas. Os bordados formam imagens sacras e remetem frases bíblicas tudo sob o comando de Nossa Senhora das Lágrimas.
Tem também a igreja verde
O Museu Histórico está situado no casarão da Família Castello, um dos poucos remanescentes da arquitetura do século XIX, foi construído em 1862, residência de Judith Leão Castello Ribeiro, a primeira mulher eleita deputada estadual no ES, em 1947. Além de sua relevância política, Judith também foi fundadora da Academia Feminina Capixaba de Letras. O acervo guarda móveis, objetos originais da família e uma variedade de documentos e artefatos que narram a história do Espírito Santo.
Instalado junto ao Museu Histórico da Serra, uma das edificações mais antigas da Serra, a Casa do Congo possui um rico acervo sobre a cultura do congo. Exposição permanente de instrumentos como a casacas, tambores, vestimentas, estandartes, documentos e mastros originais, acervo que contribui para a preservação da cultura genuinamente capixaba.
A estátua de Chico Prego foi construída em homenagem ao líder da Insurreição do Queimado, maior revolta de escravos do estado do Espírito Santo, ocorrida no distrito de São José do Queimado, em 1849. A estátua está localiza nas proximidades de onde o mártir foi enforcado publicamente no ano de 1850.
Construída em 1990 pelo artista plástico Neusso Ribeiro, a Casa de Pedra é feita com pedras e madeira de demolição, foi planejada para aproveitar a luz natural e reduzir o consumo de energia.
A casa acabou atraindo outros artistas e hoje ela acabou inserida dentro da Vila das Artes, onde se encontram vários artesãos que trabalham com madeira, conchas, areia, retalhos, pinturas e cerâmicas.
O Parque Estadual Agropecuário Floriano Varejão, conhecido como Pavilhão de Carapina, é o maior centro de eventos do Estado, com cerca de 109.000m². Possui vários ambientes: pavilhões, estacionamento e áreas arborizadas. Sua estrutura física de instalações atende diversos tipos de eventos.
O quindim de Nova Almeida é o doce mais tradicional do município, existe há mais de 70 anos no balneário. Parada obrigatória dos visitantes e turistas. Os picolés itus estão seguindo o mesmo caminho.
O Monte Mestre Álvaro, conhecido como Montanha Mágica, é considerado uma das maiores elevações litorâneas da costa brasileira e abriga uma das últimas áreas de Mata Atlântica de altitude do ES.
A vista é panorâmica de toda a Região Metropolitana de Vitória, de alguns municípios e parte do oceano Atlântico.
Devido a sua altura e posição, tem servido à navegação marítima há séculos, tanto que é citado em documentos cartográficos do século XVI. Possui cavernas, mais de 100 nascentes, córregos, um bosque rico em fauna, são mais de 190 espécies de animais e flora nativas incluindo flores só encontradas lá.
O Parque Municipal da Serra, o maior parque urbano do estado, é mais conhecido como Parque da Cidade. São 116 mil metros quadrados de área verde que inclui ciclovia, playground, pista de skate, academia ao ar livre, quadras poliesportivas e de tênis, área de piquenique e espaços para caminhada.
Da bela praça Encontro das Águas assistimos ao encontro do Rio Jacaraípe com o mar e podemos passear em seu píer, onde “descansam” as pitorescas embarcações dos pescadores artesanais da região.
O Jardim Botânico Horto é uma bela área verde com um grande lago onde é possível pescar, relaxar e também caminhar sob as sombras das árvores que o circundam. Sede da Área de Proteção Ambiental Mestre Álvaro e do Viveiro Municipal de Plantas promove atividades de educação ambiental e de formação.
Tem camping também, o Camping Capuba fica em Jacaraípe, de frente para praia
Serra e o agroturismo
As propriedades rurais do município oferecem com muita originalidade diversas opções de lazer e uma imperdível culinária com tempero e sabor caseiro do campo. Passeios à cavalo, de charrete, carro de boi, pedalinho, trilhas são algumas das diversas atividades desenvolvidas na zona rural do município. Veja alguns sítios e fazendas que podem ser visitadas: Fazendinha do Mini Cowboy, Sítio Canto de Yayá, Sítio Cata-vento, Sítio Éden, Sítio Ouro Velho, Sítio Recanto do Mestre Álvaro, Sítio Recanto Morro do Céu, Sítio Vida Nova e Rancho Alegre. A maioria faz parte de circuitos de agroturismo da região, Circuito Muribeca, Guaranhuns (Sítio Recanto do Mestre Àlvaro), Pitanga (Sítio Ouro Velho), Chapada Grande, das Águas e Putiri.
E assim, foi minha passagem pelo município de Serra… Fica aqui a minha sugestão. Prontos para a próxima viagem?
E assim, foi minha passagem pelo município de Serra… Fica aqui a minha sugestão. Prontos para a próxima viagem? Continuem acompanhando a coluna e o programa DAQUIPRALI na Rede TV! E quero a participação de vocês através do Instagram @daquipraliviagem. Me conta se você conhece a região e o que você achou da cidade. Até a próxima!
FOTOS: DAQUIPRALI, GOVERNO DO ESTADO DO ES, PREFEITURA DE SERRA e IMAGENS DA INTERNET
Serra foi fundada no ano de 1556, contendo em seu primeiro povoado as etnias básicas da formação nacional. Ainda hoje podemos considerar que encontramos traços de uma cultura provinciana no município. Isso se dá em virtude de serem ainda recentes as marcas de modificações socioculturais que comumente ocorrem nos centros de desenvolvimento econômico e industrial.
A população da Serra sofre decisiva transformação a partir de 1970, período em que possuía uma população de 17 mil habitantes. Junto a essa comunidade de hábitos praieiros e de costumes agrícolas se somariam, em três décadas, mais 330 mil pessoas, num dos maiores índices de crescimento demográficos registrados no país. Não obstante seu surpreendente crescimento populacional, o município tornou-se hoje uma das cidades mais prósperas do país.
Seus fundadores foram Maracajá-guaçu (nome que, traduzido do tupi, significa grande gato-maracajá), pai de Arariboia e chefe dos índios temiminós e o padre jesuíta Brás Lourenço, que, a 8 de dezembro de 1603, terminaram a obra da igreja e, assim, fundaram a Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra, hoje a cidade da Serra.
Os índios Temiminós haviam mudado para a capitania do Espírito Santo, saídos da atual Ilha do Governador, na cidade do Rio de Janeiro. Seus líderes eram Maracajá-guaçu e seu filho Arariboia, que eram altamente prestigiados pelo donatário Vasco Fernandes Coutinho – que havia iniciado a colonização do Espírito Santo em 23 de Maio de 1535. Participavam sempre dos principais eventos e solenidades da capitania. O outro fundador, o padre jesuíta Brás Lourenço, havia chegado de Portugal em 1553, junto com o também padre jesuíta José de Anchieta.
A Aldeia de Nossa Senhora da Conceição da Serra foi elevada a freguesia por carta régia de 24 de maio de 1752 mas foi somente instalada em 1769, depois de construída a igreja nova matriz, que tinha, por filial, a Ermida de São José. A então Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Serra foi elevada à categoria de vila em 1822.
O município da Serra foi criado em 1833, com território desmembrado do município de Vitória, através da resolução do Conselho de Governo de 2 de abril de 1833 e instalado em 19 de agosto daquele ano.
Em 19 de março de 1849, foi deflagrado um movimento de libertação dos escravos em São José do Queimado (atualmente, um distrito da Serra), que foi desmobilizado pela força militar da época e que levou a enforcamento dois dos líderes da revolta: Chico Prego e João da Viúva. O primeiro, enforcado na então Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra e o segundo, enforcado na Vila de São José do Queimado.
Em 6 de novembro de 1870, a sede do município foi elevada à categoria de cidade. A instalação foi solene, com festa organizada pelo deputado provincial Major Joaquim Pereira Franco Pissarra e políticos locais no dia do aniversário de Dom Pedro II – 31 de dezembro de 1875. O major Pissarra foi o autor da lei que transformou a vila da Serra em cidade.
No século XIX, a Serra muito se desenvolveu, por ser um entreposto de comércio para a região norte do estado e, ainda, pela sua produção de açúcar e café. No início do século XX, foi iniciado um processo de decadência. São José de Queimado, hoje distrito da Serra, situado à margem do Rio Santa Maria da Vitória, possuía um porto chamado Porto do Una, onde era embarcada, em grandes canoas que comportavam mais de cem sacas de café, a produção da região da Serra e onde eram desembarcados os produtos importados que atendiam às necessidades locais. O rio servia como via para o transporte em geral, inclusive para a integração de Vitória com a Serra e com o norte do Espírito Santo.
Fonte: Secretaria de Estado do Turismo – SETUR/ES
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