Brasília: planejada para ser inesquecível!

Todos os anos, no dia 07 de setembro, tenho uma enorme vontade de estar em Brasília, mas só agora consegui conhecer Brasília.

 

7h da manhã, voo direto Vitória x Brasília. Cheguei lá era 9h50, ainda no aeroporto, parei no Centro de Informações Turísticas, peguei mapa, guias e todos os panfletos possíveis, de lá peguei um táxi e fui para o hotel, era um hotel tradicional de Brasília, o check in só podia ser feito às 14h, sendo assim, deixei a mala no maleiro do hotel e fui de táxi para o eixo monumental, que é o foco da cidade.

 

Comecei o meu roteiro pela Praça dos Três Poderes, onde estão os monumentos: Homenagem a Juscelino Kubitschek, Panteão da Pátria, Espaço Cultural Lúcio Costa, aqui tem a maquete de Brasília e a história de sua construção, o Supremo Tribunal Federal, onde fiquei apaixonada com a estátua da justiça.

Na praça possui mais duas esculturas: Os Guerreiros, mais conhecida como Os Candangos, uma homenagem aos homens que construíram a cidade e o Pombal, que possui a forma de prendedor de roupa gigante, utilizada pelas aves para a reprodução. Passei pelo Tribunal de Contas da União – TCU, depois atravessei a rua e já estava no Palácio do Planalto, mas não podia entrar para visitação.

Então fui direto para o Palácio da Alvorada, a residência oficial dos presidentes, onde a visitação só acontece às quartas entre 15 e 17h, porém a distribuição de senhas (300) começa às 13h e foi nessa hora da distribuição que fui informada de que não haveria visita ao Palácio da Alvorada porque a presidente estava em reunião e a visita só aconteceria no Palácio do Jaburu, onde fica o vice-presidente.

No Palácio do Jaburu a primeira parada foi na porta, também foi projetada pelo Niemeyer, entramos, linda a casa, mas só se tem acesso a área externa, escritório, sala e piscina, a visita deve ter durado uns 20 minutos e eles me deixaram no mesmo local em que eu estava. O ponto de ônibus é em frente ao Palácio da Alvorada, mas você tem que descobrir porque não tem sinalização, além disso, não tem abrigo, nem horário fixado em algum lugar, são detalhes bobos que podem ser acertados porque o sol é absurdamente quente!

Na rodoviária fiz um lanche e fui para o hotel, tomei banho, descansei e fui para o Shopping Conjunto Nacional, era ao lado do hotel, a ideia era ver um filme, mas este shopping não tem cinema, jantei e voltei para o hotel. 

 

Dia seguinte, após café da manhã, no hotel, fui andando para os pontos turísticos, já tinha visto que tudo era perto. A primeira parada foi na Biblioteca Nacional que estava fechada, depois, parei no Museu Nacional, estava tendo duas exposições bacanas, adorei a escada interna. E depois segui para a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida.

Conheci as flores do serrado, lindas e bem coloridas enquanto passava pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Palácio do Itamaraty, muito bacana, o relações públicas é ótimo, a visita é legal, tem um jardim aquático de Burle Marx divertido, vale a pena a visita, mas não pode fotografar depois que sobe a escada! Fiquei apaixonada com uma escultura interativa polivolume: ponto de encontro, da artista Mary Vieira que tem na entrada.

Passei pelo Palácio da Justiça que não pode ser visitado, segui para o Congresso Nacional, mas para minha surpresa a visita também foi suspensa, sem comunicado, estava tudo sem acesso, nem entrar foi possível, almoçar então, ficou só no roteiro. Aliás, almoçar nessa área não é fácil. A opção é comer em um dos restaurantes dentro dos próprios edifícios do governo, nos anexos dos ministérios, mas você pode almoçar no restaurante do Itamaraty, porém só abre depois das 13h30 para a população, ainda era 11h então eu preferi comer uma salada de fruta até completar o trajeto que queria. Parei no Teatro Nacional Claudio Santoro. Lá é comum ver as pessoas andarem de sombrinha no sol, o ar é muito seco e água e protetor são indispensáveis. O sol estava me derretendo, acabei cedendo e comprei uma sombrinha.

Fui para o Banco Central do Brasil, onde está o Museu de Valores, muito legal, achei muito interessante, tem moedas de todos os países e também comemorativas de super-heróis, tem também espaço infantil ensinando economia para as crianças. E ainda tem o Museu do Ouro, onde está a maior pepita em exposição no mundo, retrata também toda a história da mineração, em Serra Pelada. Vale muito a pena! Depois disso tudo, parei para almoçar tardiamente no Restaurante Panelinhas do Brasil, achei super fofo! Depois, morta de cansada de tanto andar segui para o hotel.

À noite passei pelo Jardim Bourle Marx no trajeto para o Shopping Brasília, este é melhor que o shopping de ontem e tem teatro dentro, achei uma lanchonete que adorei quando estive no Rio de Janeiro, a Zacks, mas não fui lá, fui ao Restaurante Coco Bambu, comida maravilhosa, de sobremesa pedi uma cocada assada que foi acompanhada com sorvete de creme (dos deuses!), será um dos sabores que levarei comigo pra sempre! Hora de dormir!

 
 
 

Enquanto estava me maquiando, pelo espelho, vi uma luz vermelha vindo da janela, abri a cortina era o sol nascendo todo lindo, perfeito, abriu o dia com chave de ouro, fiquei encantada. Da janela do quarto dava pra ver todo o eixo monumental e o sol nasceu em meio ao Congresso Nacional. Após esse brinde solar e do café da manhã com direito a tapioca. Fui a um dos três letreiros EU AMO BRASÍLIA que tem pela cidade.

Em seguida, fui para Funarte, de lá fui para o Planetário, ainda estava fechado, mas uma funcionária fofa me viu esperando e me mostrou o local todo, adoro planetários! Ao lado está o Centro de Convenções Ulisses Guimarães. Em seguida, atravessei a rua e vi o Estádio Nacional Mané Garrincha, onde foi realizada a Copa 2014, atrás do Estádio tem o Ginásio Nilson Nelson. De lá já saí no Palácio do Buriti em frente à Praça do Buriti.

Depois fui conhecer o Memorial dos Povos Indígenas que fica em frente ao Memorial JK, que abriga o túmulo do fundador de Brasília, sua biblioteca particular e objetos pessoais, que conta toda a história da fundação da nova capital em fotos e vídeos. Atrás do memorial tem a Praça do Cruzeiro e na frente tem a estátua de Juscelino e Sara Kubitschek, achei um lugar agradável, gostoso… Fui para o Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, mais conhecido apenas por Parque da Cidade, ele é muito grande, tem um parque dentro, área verde, espaço para crianças…

Peguei um ônibus e fui para o Templo da Boa Vontade, que simboliza o que há de mais forte no misticismo e sincretismo religioso de Brasília, lá não pode entrar de short então fui convidada a vestir uma saia envelope, homem se estiver de bermuda, tem que vestir uma calça. Entrei, havia uma mandala em formato de caracol no chão e as pessoas caminhavam nela. No topo da pirâmide do Templo, encontra-se aquela que é considerada a maior pedra de cristal puro do mundo pesando 21kg, simbolizando a presença unificadora de Deus. De lá passei de ônibus pelo Centro Cultural Renato Russo, mas, não deu para conhecer.

O Santuário Dom Bosco é uma das imagens mais frequentes nos cartões-postais de Brasília. O Santuário tem 80 colunas de 16 metros e é decorado por vitrais em 12 tonalidades de azul. No interior, um lustre de 3,5m de altura, formado por 7.400 peças de vidro murano, simbolizando Jesus, a luz do mundo. As portas são produzidas em ferro e bronze, com baixos-relevos. O Santuário é incrível, no mínimo você vai se encantar com os vitrais azuis.

Fui à Torre de Televisão, de onde se vê Brasília inteira, todo o eixo monumental, no segundo andar tem um barzinho, tem artistas e feirinha de artesanato, dizem que o pôr do sol é maravilhoso, mas ainda era cedo, peguei um ônibus e segui para a Ponte JK, o último ponto antes da ponte era absurdamente longe, fiquei chocada com tamanha distância, sem entender o porquê de não ter um ponto perto da ponte. Foi estressante chegar lá, não cheguei a atravessar a ponte, além de estar cansadíssima, do lado de cá me pareceu mais interessante, tinha barzinhos, quiosques… Sentei à beira da Lagoa Paranoá pra descansar e o sol que hoje nasceu lindo, se punha da mesma forma: espetacular! Que privilégio prestigiar o nascer e o pôr do sol sem programar! A volta foi de táxi, não dava pra andar tudo de novo. Hoje, a noite acabou em pizza no quarto!

Um cantinho muito bacana para conhecer em Brasilia é o Restaurante Caminito Parrilla, a casa de carnes reproduz com muitos detalhes o original Caminito, na Argentina – Rua localizada no bairro de La Boca, em Buenos Aires. O projeto e sensacional! Muito colorido, amplo, arejado e confortável. A decoração e toda com objetos voltados para Argentina, assim como a fachada que e capaz de te transportar para o Caminito de Los Hermanos. Uma excelente opção de restaurante!

 

Meu último dia e as últimas horas em Brasília eu tirei para ir ao Zoológico, lá tinha mais um EU AMO BRASÍLIA (só que com animais desenhados nas letras, bem divertido) os animais ficam bem distante de onde temos acesso. Os animais: leão, rinoceronte, onça, tigre… Todos dormindo. Entretanto, vi oryx, waterbuck, gnu que não conhecia. O mais divertido foi o Borboletário, fiquei enlouquecida quando vi tantas borboletas juntas, adoro borboletas, não queria nem ir embora, uma pousou no meu rosto e outra pousou na minha perna, e ficaram até eu ir embora, foi mágico ver borboletas! Almocei lá e fui para o hotel me aprontar para ir para o aeroporto!

 

Brasília foi uma viagem bem diferente de todas as que já fiz, política sim, mas tem suas curvas que encanta!

Não conheci o turismo rural de Brasília, mas possui várias fazendas, ranchos, com cachoeiras, trilhas, pescarias, lagoas, cavalos, observatório de pássaros, cavalgadas, acredito que valha a pena conhecer.

Pontos turísticos que não fui: Centro Cultural Oscar Niemeyer, Tribunal Superior do Trabalho, Museu Nacional dos Correios, Caixa Cultural, Superior Tribunal de Justiça, Quartel General do Exército, Nicolândia Center Park, Pontão do lago sul, Praça dos Cristais, Catetinho, o Palácio de Tábuas, Jardim Botânico e Parque Olhos d’ Água.

Geylla Sall

brasília
Planejada e inesquecível

Menino pobre, nascido no interior do estado de São Paulo, João Batista sonhava em ser o Zorro brasileiro e trabalhar em um parque de diversões. Mal sabia ele que seus humildes sonhos se transformariam com os anos, e que ele construiria um dos maiores parques multitemáticos do MUNDO!

 

Foi músico sertanejo, apresentador em shows de rádio, vendedor de anúncios. Construiu com seu empreendedorismo e incansável força de vontade uma agência de propaganda que chegou a ser uma das 20 maiores do Brasil.

 

Um homem de origem simples, nascido no interior de SP, em São José do Rio Preto em 09 de setembro de 1937. Foi o penúltimo dos 11 filhos de Alexandre Murad e Florentina Candida de Jesus. O menino João Batista sonhava em ser o Zorro brasileiro e trabalhar em um parque de diversões.

 

Foi nessa aventura pelo mercado publicitário e editorial que nasceu o personagem Beto Carrero, uma homenagem ao pai conhecido como Alexandre Carrero, dono de um carro de boi na sua cidade natal.

 

Beto encantava a todos e por onde passava distribuía sorrisos e fazia amigos. Ele sabia como ninguém a arte de motivar as pessoas e realizar sonhos.

 

Como locutor, trabalhou em rádio até os 21 anos e com muita dedicação prosperou no mundo dos negócios e na área da propaganda. Na década de 70 já trabalhava como agente de artistas famosos. Realizou shows em feiras, rodeios e exposições pelo país e até no exterior.

 

Realizando o sonho de infância, Beto Carrero lançou o personagem no início dos anos 80. Montado no belo e inteligente cavalo Faísca apresentava o cowboy brasileiro como um herói.

 

Em 1985 lançou uma série de gibis com o título “As Aventuras de Beto Carrero”, pela editora Cluq.

 

Beto Carrero também estreou no cinema interpretando um mocinho no filme “Os Trapalhões no Reino da Fantasia”, que também contou com a participação de Xuxa. Rapidamente as pessoas reconheceram o talento do artista para além do empresário.

 

Foi o estilo country de Beto Carrero que inspirou o diretor Jayme Monjardim a criar a caravana da novela Ana Raio e Zé Trovão, exibida na TV Manchete em 1990 e reprisada pelo SBT em 2010. 

 

Beto era conhecido por todos e sempre estava rodeado de amigos. Em visita ao Parque, o ex-piloto Emerson Fittipaldi recordou com carinho das boas lembranças: “É muito bom retornar aqui e ver o quanto o Parque cresceu e está bonito. No dia que cheguei o Beto estava inaugurando a montanha-russa, eu nunca havia andado em uma. Fui com ele no primeiro carrinho, foi espetacular. Eu saí suado, assustado e branco. Nunca mais andei em montanha-russa depois dessa, só kart e automóvel”, descreve com saudosismo o ex-piloto e amigo de João Batista Sérgio Murad.

 

Por volta dos anos 80, antes mesmo de ser artista, Beto entrou com êxito no universo circense. O picadeiro o aproximou do público e dos animais. Chegou a adotar um leopardo que sempre o acompanhava, o Marco. Posteriormente, o antigo circo Beto Carrero foi uma plataforma para divulgar o próprio personagem.

 

O famoso designer Hans Donner foi quem criou a logomarca Beto Carrero para a divulgação da grife de roupas country da empresa Beto Carrero Indústria e Comércio Ltda. Assim Beto Carrero virou moda antes mesmo de lançar o personagem ao público.

 

Em 28 de dezembro de 1991 o sonho começou! Na cidade de Penha, Beto Carrero se arriscou e idealizou um novo negócio, com alguns brinquedos infantis e duas lonas de circo. Com o tempo, o espaço ganhou novas atrações e áreas temáticas e hoje, o Beto Carrero World é o melhor Parque Temático da América Latina e está na lista dos melhores do Mundo!

 

Em 01 de fevereiro de 2008 João Batista Sérgio Murad saiu de cena deixando um legado impressionante. O menino de origem simples do interior se tornou o herói Beto Carrero. Você pode conferir um pouco mais dessa história no Memorial construído no BCW em homenagem ao nosso cowboy.

 

Fonte: www.betocarrero.com.br

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