Vila Velha

O melhor de Vila Velha

Todos nós sabemos ter olhos de turista quando estamos longe de casa, mas muitas vezes não percebemos as belezas do local onde nascemos. Eu moro no Espírito Santo e quase todos os finais de semana quando estou na cidade, procuro algum cantinho pra desvendar. Hoje estamos em Vila Velha.

 

PRAINHA

Tudo começou na Prainha, a primeira cidade capixaba e a terceira mais antiga do Brasil, berço da colonização do ES. A Prainha oferece diversos espaços culturais. A enseada histórica da Prainha foi o local onde aportou o primeiro donatário do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho. A Prainha recebeu esse nome por gosto popular, já que Vila Velha é privilegiada por praias de grande extensão, o povo, carinhosamente, sempre se referiu à pequena praia da enseada como a Prainha.

 

O principal ponto turístico da Prainha é o Convento da Nossa Senhora da Penha ou Convento da Penha, como é conhecido, ele fica no alto de um penhasco a cerca de 154 m de altura, cercado pela Mata Atlântica, o que torna a visão de lá a mais espetacular da região. Um dos símbolos turísticos do Espírito Santo, o Convento é o maior templo da época e o mais antigo do Brasil. Pode subir o convento, a pé, de carro e também de trenzinho, o trenzinho das alegrias, onde você paga uma pequena taxa e em apenas 10 minutinhos chega no topo, e você vai apreciando a paisagem e o ar.

 

Se você optar em subir à pé a dica é ir pelo antigo caminho feito por índios, escravos, e devotos que trabalhavam na construção da primitiva capela. A trilha ficou conhecida como ladeira da Penitência ou “caminho ou ladeira das sete voltas” que representam as “sete alegrias de Nossa Senhora”

– Anunciação pelo Anjo Gabriel;

– Visita de sua prima Isabel;

– Nascimento de Jesus Cristo;

– Recebimento do Espírito Santo por Jesus Cristo;
– Apresentação de Jesus no Templo;
– A ressurreição de Jesus;

– Sua ascensão aos céus como rainha.

Nos arredores do Parque da Prainha fica o Museu Etnográfico, que se popularizou como Casa da Memória, imóvel tombado pelo Governo do Estado com mais de 100 anos de fundação foi Construído no final do século XIX. No espaço, existe um acervo permanente de fotos do sítio histórico, resgatando a história e memória do local. E também onde está o bondinho centenário com seus 102 anos que era usado na linha que ligava o bairro Paul a Vila Velha.

Fomos conhecer o lugar onde o renomado artista plástico Homero Massena passou os últimos 20 anos. A instalação do Museu Homero Massena foi em 1986, o interior da casa procura reconstituir o ambiente do artista, além de objetos pessoais existentes pela casa e no cômodo onde era sua oficina, cerca de 20 quadros deixados pelo pintor.

gruta frei Pedro palácio, no pé do morro do Convento da Penha, um vão formado pela natureza. Recebeu este nome porque segundo historiadores, aqui foi residência do Frei Pedro Palácio por mais de 6 anos. Nela dormia o Frei tendo como travesseiro somente uma pedra, fazia parte da ordem viver na mais dura pobreza. Adiante, um nicho onde ficava o quadro de Nossa Senhora. O espanhol chegou a Vila Velha em 1558 e se tornou um personagem histórico do estado, por ser o fundador do Convento. Próximo à gruta fica também uma estátua em homenagem a ele.

Além da Marinha e a Escola de Aprendizes Marinheiros, na Prainha está o Forte São Francisco Xavier de Piratininga, como foi batizado, em 1862 é um dos mais importantes monumentos históricos do Espírito Santo e seu espaço cultural preserva a memória da colonização e da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Localizado no 38 Batalhão de Infantaria, o Forte foi construído em 1535 pelo donatário da Capitania do ES, Vasco Fernandes Coutinho. A primeira fortaleza, não resistiu ao tempo e aos ataques dos invasores, então Dom Rodrigo da Costa, o Governador Geral do Estado do Brasil, na época, ordenou uma nova construção do forte no mesmo local. Seu formato circular com 15 peças de artilharia, tinha como objetivo proteger e reforçar a defesa da baía de Vitória contra ataques de corsários e invasores.

Com mais de 300 anos de história, o forte é uma das construções mais antigas do estado. O pátio possui uma área de contemplação, onde os visitantes podem apreciar a natureza numa vista panorâmica e o próprio Forte.

 

E dentro do 38 B.I está o Morro da Ucharia, aquele morro com a bandeira do Brasil que vimos quando passamos pela terceira ponte. A trilha é curta e fácil, após subir os degraus da trilha você se depara com uma bandeira enorme e linda, dá maior orgulho!

Igreja Nossa Senhora do Rosário é a igreja mais antiga do Brasil ainda em pé, a mais antiga do estado, sendo o início de sua construção em 1535, logo após a chegada do donatário Vasco Fernandes Coutinho, sob a forma de capela. Em 1551, a igreja é destruída em uma revolta, sendo no séc. XVII totalmente demolida para a construção da igreja atual. Com a ajuda do jesuíta Afonso Brás e o irmão leigo Simão Gonçalves, receberam o acréscimo de uma nave maior e o nome de Igreja Santa Catarina, sendo depois denominada de Igreja do Rosário. O patrimônio é tombado pelo “IPHAN” desde 1950.

 

Vila Velha conta também com a Igreja Nossa Senhora dos Navegantes e o Santuário Divino Espírito Santo.

Na praça Almirante Tamandaré com belas palmeiras imperiais e obeliscos em homenagem à Vasco Fernandes Coutinho

Uma excelente dica é fazer um passeio que sai do Aquaviário da Prainha, onde você faz o trajeto VitóriaxVila Velha curtindo uma linda vista panorâmica. O transporte operou na Grande Vitória até a década de 1990, quando foi desativado e voltou a funcionar em 2023. O acesso é feito por meio do cartão de passagem que integra ao ônibus transcol, sem cobrança adicional, ou seja, você pode sair do barco e pegar um ônibus sem precisar pagar mais por isso. Entre Vitória e Vila Velha, o percurso leva menos de 10 minutos. Já Porto de Santana a Vitória, leva até 40 minutos. As embarcações contam com ar-condicionado, Wi-Fi e espaço para colocar bicicletas que ficam presas durante o percurso. 

O ponto turístico que mais gosto de Vila Velha é o FAROL DE SANTA LUZIA, ele fica na Praia da Costa, o farol foi erguido a pedido do Barão de Cotegipe, em 1870 e inaugurado em 1871, mede 12m de altura e possui 9m de base. O monumento emite sinais aos navegantes, com alcance de 32 milhas marítimas e funciona até hoje para orientar a navegação direcionada aos Portos de Vitória e Vila Velha. O lugar é uma vila com casas, onde residem marinheiros. A visitação (entrada franca) deve ser marcada pela Companhia dos Portos. 

Se você gosta de arte, o Parque Cultural Casa do Governador possui exposições a céu aberto num local verde, de frente para praia. Para ver a programação e retirar os ingressos gratuitos é preciso acessar o site do parque.

Na Prainha da Glória, aos pés do Morro do Jaburuna, margeando a Baía de Vitória estão as Ruínas dona Marta.

No caminho a gente passa pelo único restaurante flutuante de Vila Velha, o Di Marino.

Além da Praia da Costa, Vila Velha conta com várias opções, entre elas: Praia da Baleia/Praia Grande, Praia da Barra do Jucu, Praia da Barrinha, Praia da Sereia, Praia das Garças, Praia de Beverly Hills, Praia de Itaparica, Praia de Itapuã, Praia do Barrão, Praia do Meio, Praia do Ribeiro, Praia dos Recifes e Praia Ponta de Fruta.

Ilha das Garças, Ilha Pituã, Ilhas Itatiaia e as Lagoas de Jabaeté e Grande são opções para se refrescar!

MORROS

Outro atrativo de Vila Velha é o MORRO DO MORENO. A vista é maravilhosa! O local é escolhido para prática de esportes radicais como voo de parapente e rapel. O acesso ao topo pode ser feito à pé ou de moto/carro até certo ponto. A subida é de fácil acesso, considerada leve, sem complicações e tem um visual lindo!

Morro do Cruzeiro e o MORRO DO PENEDO, o monumento apresenta em torno de 136 metros acima do nível do mar, uma área de 188 mil metros quadrados e relevo forte ondulado e escarpado, uma unidade de conservação do meio ambiente coberta por vegetação remanescente da Mata Atlântica. Capixabas e turistas aventureiros que gostam de fazer trilhas, subir morros e praticar esportes radicais, assim como eu, cada vez mais procuram esta atração. O acesso ao Penedo se dá pelo lado de Vitória, para chegarmos ao nosso destino, é preciso fazer uma travessia de barco para então fazer a trilha, considerada leve, de uns 250 metros.

AGROTURISMO

Eu adoro uma comidinha de roça e no circuito de agroturismo de Vila Velha reúne restaurantes, fazendas e pousadas que oferecem o prazer de se deliciar a tradicional comida caipira. Opções não faltam para quem quer sair do agito da cidade grande e desfrutar de um dia tranquilo e gostoso.

 

O RANCHO FORTE faz parte do Circuito Jaguarussú, é um restaurante rural, gostoso de ficar à toa, tem animais, rede, muitos objetos de decoração vintage e a atração de lá são as ruínas jesuíticas. No local funcionava a Fazenda Araçatiba, administrada por jesuítas a partir de 1716. Era um ponto estratégico para manter contato, por meio de tochas, com o Convento da Penha, a sede da Fazenda e o Morro da Fonte Grande, em Vitória. A estrada depois que sai da rodovia não é asfaltada e o caminho é feito entre serigueiras, muito bacana! O almoço é à la carte e depois você pode relaxar e até tirar um cochilo num dos quartos abertos que tem tv, sofá e cama!

No mesmo caminho para o Rancho Forte está a FAZENDA RICO CAIPIRA, que também faz parte do Circuito Jaguarussúé, o espaço é uma fazendinha, onde você pode acompanhar a produção de iogurtes, desde a retirada do leite da vaca até a produção final. Rodei o Rico Caipira inteiro pra mostrar as opções de tudo que você pode fazer e a lista de atrativos é grande. Tem passeios de pônei, de trenzinho ou maria-fumaça. Pode se refrescar na piscina da Vila do Calor. Tem parque com mini-golf, pula-pula, tirolesa, pedalinho e tem até uma casa na árvore. Ar puro, trilhas no mato e som de pássaros também tem! São muitas atividades para as crianças, mas a família inteira também se diverte e bastante porque aqui todo mundo volta a ser criança.

O almoço estava pra lá de saboroso, realmente divino como eu já tinha imaginado, mas lembre-se que às 15h tem o café da tarde onde o bolinho de chuva é a grande atração juntamente com leite queimado, não esqueçam de provar porque vale a pena experimentar!

 

A fazendinha é uma mini exposição fixa com coelhos, preás, faisões, galinhas, pavão e você ainda pode dar comida para o avestruz que adora fruta. 

 

Vários sítios e fazendas fazem parte do agroturismo de Vila Velha: Sítio Canto da Sereia, Sítio Casa Verde, Sítio da Tia Bila, Sítio Effgen Casa da Uva, Sítio Nandobel, Sítio Rosam e Sítio Xodó. As fazendas são:  Fazenda Camping, Fazenda Descanso da Rendeira, Fazenda Rancho Forte, Fazenda Tebaldi e Fazendinha JK, além da Chácara e Pousada Goya.

PARQUES

Parque Natural Municipal Morro da Manteigueira, Parque Municipal ou Reserva Ecológica Jacarenema e o Parque Municipal Morro do Marista.

CHOCOLATES GAROTO

É em Vila Velha que está a FÁBRICA DE CHOCOLATES GAROTO que pode ser visitada, mas vale lembrar que deve ser agendada com antecedência pelo site da empresa. Na visita ao Museu da Garoto você fica conhecendo a história da empresa e de alguns produtos, vê maquinário de quando começou e embalagens antigas de todos os bombons que já fizeram parte da marca balas e pastilhas, o primeiro baleiro, conhecer a história do nome garoto, do serenata de amor, etc. Uma delícia de visita, realmente! Depois da visita, se quiser pode ir na lojinha da fábrica para comprar todos os produtos, (o preço não é mais em conta por ser na loja da fábrica, a diferença é que na loja é possível comprar o bombom que você mais gostar em quantidade).

O surgimento da Fábrica de Bombons Garoto foi na Praça Capitão Octávio Araújo, havia uma fábrica de balas “pelada” (bala sem papel de enrolar). O dono, Sr. Inácio Higino, morreu e “Seu” Henrique comprou as máquinas da sua viúva, e deu emprego a ela na fábrica que abriu na Glória, que chamava “Esconderijo de Bode”, porque tinha muito cabrito por lá. O Sr. Henrique tinha uma torrefação em Caratoíra, chamava Café Gato Preto, e começou a fábrica na Glória, onde havia uma fábrica de ladrilhos.

 

 

No ano de 1929 começam as atividades da fábrica de balas de Henrique Meyerfreund num antigo galpão à atual Rua Bernardo Schneider, na Prainha, Vila Velha. Em 1936 a fábrica de balas foi transferida para o bairro da Glória, local em que se encontra até hoje.

BARRA DO JUCU

Se você está procurando o que fazer na Barra do Jucu, já adianto que tem muita coisa legal! A Barra do Jucu é um bairro tradicional de Vila Velha, que surgiu como uma vila de pescadores, fora da área mais urbana da cidade, na região onde o Rio Jucu encontra o mar. Depois cresceu e se desenvolveu, mas manteve um clima gostoso de interior.

 

Um passeio por aqui rende programas diferentes: praias, restaurantes com vistas lindas, trilhas, ruas cheias de arte, encontro do rio com o mar, além do Congo, uma de suas manifestações culturais mais fortes.

 

Vamos começar conhecendo uma singela arquitetura que tem mais de 100 anos, é do começo do século XX, construída em 1913. A Igreja Nossa Senhora da Glória possui uma história curiosa, que diz, que Dona Joaninha tinha uma imagem de Nossa Senhora da Glória aí os moradores iam para casa dela para orar e agradecer diante do oratório dela, com isso, a casa acabou se tornando a primeira Capela dedicada a Nossa Senhora da Glória, após sua primeira reforma o piso foi trocado e recebeu um altar em alto relevo pintado com pó de ouro.

PRAIAS DA BARRA

As praias do local são famosas por suas ondas, e por isso é bastante frequentada por surfistas, não é à toa que a campeã mundial de bodyboard Neymara Carvalho saiu de lá para conquistar o mundo. Então, fui tomar água de coco na Praia do Barrão, lá me indicaram uma praia pequena e escondida, que fica após uma trilha, a Praia da Concha, de onde também é possível voar de parapente a partir do Morro da Concha, onde se tem uma vista bem agradável.

 

A Praia da Concha é um cantinho muito gostoso, cujo acesso é feito por uma trilha no Morro da Concha, que fica no canto esquerdo no comecinho da praia principal. É um caminho pavimentado, cercado, tranquilo e seguro, não leva mais que 5 minutos. O visual que se tem do caminho é incrível! O Morro da Concha possui uma pequena trilha até o topo, podendo assim, avistar grande parte da orla de Vila Velha. Daqui é possível saltar de parapentes é assistir ao pôr do sol. Dentro do complexo do Morro da Concha, está a deliciosa Praia da Concha.

Praia do Barrão possui uma orla com restaurantes e bares. Diversas castanheiras promovem um dia bem agradável. Seu mar agitado, faz dela a favorita dos surfistas, pois suas altas ondas permitem receber campeonatos de diversas categorias e etapas de circuitos brasileiros.

A Praia da Barra do Jucu é bem extensa, tem uma boa faixa de areia, árvores que fazem sombra e alguns quiosques ao longo da orla com serviços de alimentação, guarda-sol e cadeiras. É muito bonita, principalmente no canto onde há algumas pedras. Como o mar é forte, é muito procurado por praticantes de surf e bodyboard.

 

O Rio Jucu é um rio histórico, que serviu às primeiras investigações do sertão capixaba, nos primórdios da nossa história. Foi o rio que permitiu o desbravamento do interior dos municípios de Vila Velha, Cariacica e Viana. Ele nasce na região serrana do Espírito Santo e é uma das bacias hidrográficas mais importantes na região central do estado. De alguns pontos na Barra é possível ver o encontro do rio com o mar, formando um belo cenário.

Castelo medieval

O castelo não foi construído para ser uma atração turística, mas atrai muita gente. Na verdade, é a residência do Sr. Mauro, ele quis fazer a casa dele como um castelo medieval. Sr Mauro é um homem ímpar, um artista nato, daquele que todos devem conhecer o seu trabalho e aplaudir, pois com sua criatividade transforma tudo que põe a mão. São muitas passagens, calabouços, entradas secretas, subterrâneos, ambientes assustadores, um verdadeiro museu e o homem faz de tudo e sozinho, esculpe, pinta, talha, constrói… sua mente trabalha a todo vapor e os detalhes de cada cômodo são impressionantes. É uma pena que em boa parte do castelo não é permitido gravar, mas acredite é um museu incrível, só quem visitar é que vai ter a real noção do que estou falando.

Artes nas ruas

As ruas são cheias de arte por todos os cantos! E isso deixa um passeio pelo bairro muito mais agradável. Muros e fachadas de estabelecimentos ou mesmo de casas residenciais, com pinturas coloridas, principalmente de elementos que representam a região, como a igreja, o congo e outros.

 

Para embelezar as ruas, o artista plástico e muralista Toninho Natural possui artes em relevos nos muros do bairro, são cenas que retratam a cultura local.

As Bandas de Congo, perpetuam um ritmo inédito, herdado de índios e negros, parte integrante da cultura popular “capixaba”. As bandas de congo fazem da Barra do Jucu seu local de devoção a São Benedito, os cortejos que seguem os tambores até a Fincada do Mastro acontecem em dezembro e janeiro. Nesses dias, as ruas do bairro viram uma enorme festa. Para ajudar a manter a tradição e a suprir as necessidades de reposição dos instrumentos de percussão usados no congo, a Barra do Jucu conta com artesãos que produzem tambores, caixas, cuícas, atabaques e casacas.

Para almoçar o Restaurante Toca da Barra é o lugar perfeito, com excelente gastronomia, decoração encantadora, música de boa qualidade e atendimento de primeira, o restaurante fica à beira do rio jucu, lugar gostoso pra curtir e ainda aproveitar tanto o dia quanto a noite.

Talvez você não se lembre, mas possivelmente já ouviu sobre a Barra do Jucu em um samba clássico de Martinho da Vila. O sambista pesquisando sobre o folclore brasileiro encontrou a Banda de Congo da Barra do Jucu e conheceu a música “Madalena do Jucu”, que era cantada pelo falecido mestre Antônio Rosa e foi escrita pelo mestre Zé Maria, pai de uma moça chamada Madalena.

 

A Ponte da Madalena está sobre o Rio Jucu foi feita para pedestres em 1996, pois a anterior feita de madeira se desfez. Em 2017, após fortes chuvas a escultura desabou. Em 2024  foi  entregue a nova ponte, uma das novidades é o Memorial do Congo, idealizado pelo carnavalesco Petterson Alves, o monumento celebra a memória do mestre Alcides, o mestre Honório e todos os conguistas do ES.

Além da música e de tantos programas bacanas, a Barra do Jucu é um bairro tranquilo, os lugares que citei são todos próximos e dá para fazer tudo a pé. Vale a pena passar um dia e conhecer!

AS PONTES DE VILA VELHA

Vitória é uma ilha, então para os canelas verdes, como são chamados as pessoas que nascem em Vila Velha, acessarem a capital é preciso atravessar uma dessas pontes: A mais famosa ponte é a Ponte Deputado Darcy Castelo de Mendonça, conhecia como terceira ponte que liga Vila Velha a Vitória, antes dela as 5 pontes foi a primeira e a segunda ponte é Ponte Florentino Avidos.

Vale muito a pena tirar um tempinho e conhecer o município de Vila Velha. Você vai se surpreender! E olha que tem esses lugares para desbravar: Porto de Capuaba, Museu Ferroviário, Academia de Letras Humberto de Campos, Biblioteca Pública Municipal que fica na praça principal da cidade, Teatro Municipal Élio de Almeida Viana, Praça da Bandeira, Vila do Sorriso, Liberdade do Chury e Ninhal das Garças são outros atrativos do município de Vila Velha para visitar!

 

E assim, foi minha passagem pelo município de Vila Velha… Fica aqui a minha sugestão. Prontos para a próxima viagem? Continuem acompanhando o Daquiprali na Rede TV! E quero a participação de vocês através do Instagram @daquipraliviagem. Me conta se você conhece a região e o que você achou de Vila Velha. Até a próxima!

 

FOTOS: DAQUIPRALI, GOVERNO DO ESTADO DO ES E PREFEITURA DE VILA VELHA

Geylla Sall

viLaVELHa

"viLa-VELHENSE"

No século XVI, quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram à região da atual Vila Velha, a mesma era disputada por três grupos indígenas diferentes: os goitacás (procedentes do sul), os aimorés (procedentes do interior) e os tupiniquins (procedentes do norte). O donatário português da capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho, chegou na atual Prainha (chamada, na época, pelos indígenas, de Piratininga), a bordo da caravela Glória, junto com 60 homens, em 23 de maio de 1535, fundando a então “Vila do Espírito Santo” (atual cidade de Vila Velha), assim chamada por ser domingo de pentecostes. A cidade passou a ser a capital da capitania.

 

Devido aos constantes ataques indígenas, franceses e holandeses à cidade fundada por Coutinho, os portugueses decidiram, em 1551, transferir a capital da capitania para a atual cidade de Vitória, na Ilha de Santo Antônio, na Baía de Vitória. Em 1558, chegou, à Prainha, frei Pedro Palácios, natural de Medina do Rio Seco, na Espanha. Alguns anos mais tarde, foi encarregado da construção de uma ermida no alto do morro da Penha. Palácios encomendou, de Lisboa, uma imagem de Nossa Senhora que daria origem ao culto a Nossa Senhora da Penha. A pequena ermida foi sendo erguida aos poucos até se transformar no Convento da Penha, hoje o monumento religioso mais importante da arquitetura capixaba.

 

Pouco se conhece sobre a história de Vila Velha do século XVI ao século XIX. Neste período, destacam-se o término da construção do Convento da Penha e, ainda, os ataques de holandeses contra as fazendas de açúcar, no século XVII. Sabe-se que a cidade pouco se desenvolveu durante este período, sendo que um relatório do governo da província registrou registrou 2.120 habitantes no lugar em 1827. O acesso à capital, Vitória, cidade que, ao contrário, da primeira cidade do Espírito Santo, encontrava-se em constante desenvolvimento, era bastante dificultado.

 

Naquela época, o sustento era oriundo da agricultura, baseada no trabalho escravo de índios e negros. Na região do atual bairro Aribiri, havia um quilombo de escravos, o qual deu origem, no começo do século XX, a um povoado e, anos mais tarde, ao bairro.

 

Fonte: Secretaria de Estado do Turismo – SETUR/ES 

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MAPA DO ES

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