Laranja da Terra

Um passeio em Laranja da Terra

Citrus aurantium, popularmente conhecida como laranja da terra, é uma fruta pequena e com sabor bem ácido, apesar de não ser ideal para sucos, costuma ser um bom ingrediente para compotas e geleias. Aqui no Espírito Santo é também o nome de um município que nasceu com o nome de Vila de São João de Laranja da Terra, em 1988, a região foi oficialmente batizada de Laranja da Terra.

 

Antes de 1870, ao fazerem a medição de terras e chegando perto de um córrego, depararam-se com um pé de laranja de uma variedade muito rústica. Convencionou-se que se tratava de um pé de laranja da terra. A partir daí o córrego recebeu este nome, mais tarde o distrito e, por último, também o nosso município recebeu este nome.

O Pico Cinco pontões, a principal atração turística está na divisa dos municípios de Itaguaçu e Laranja da Terra, por isso, é comum dormir em Itaguaçu e subir por Laranja da Terra. Eu mesma, fiquei na Pousada Recanto da Pedra, em Itaguaçu. 

 

A trilha para chegar ao topo é tranquila, depois de uma caminhada tranquila, chega na parte da escalada com uso de mosquetão, a vista é linda! Lá fiquei sabendo os nomes de cada pedra, da esquerda para direita, os 5 pontões são: Foca, Filhote, Língua de Boi, Pontão Rachado e o Pontão Maior. Mas, achei um mapa com outros nomes das pedras…

 

Sabia que tem uma galera que sobe os 5 pontões só pra fazer highline de uma pedra para outra? Pois é, eu não consegui nem olhar, quem dirá pensar em fazer, sou corajosa, mas esta aventura é demais pra mim!

O turismo rural é uma excelente opção para quem deseja se reconectar com a natureza e conhecer a vida no campo, visitando propriedades rurais, fazendo atividades como ordenha de vacas, colheita de frutas e legumes, fabricação de queijos, doces e pães artesanais.

Da trilha que tal conhecer a Cachoeira da Mata? Um verdadeiro paraíso natural. Com suas águas cristalinas e queda d’água impressionante, a cachoeira é um convite para momentos de relaxamento e contato com a natureza. A cachoeira é um destino perfeito para quem busca aventura e tranquilidade em meio à natureza.

Pela cidade você vai conhecer a Capela de Santa Luzia, Igreja de São Luiz Gonzaga e a Igreja Luterana são as igrejas da cidade.

Quanto a Gruta da Igreja Luterana, dizem que um padre construiu a gruta para se proteger e se esconder de tropas que perseguiam os Alemães que fugiram de seu país para se refugiarem no Brasil. Ele construir a pequena gruta e morou nela por longos anos e quando a acharam estava em perfeito estado.

Na Praça Carlos Tesch os laranjenses se encontram para se encontrarem e tomar um sorvete ou levar a criançada para passar tempo.

Rota do Café é uma das principais atrações da cidade onde os visitantes têm uma experiência única e imperdível para os amantes dessa iguaria, têm a oportunidade de conhecer todo o processo de produção do café, desde o plantio até a colheita e torrefação. Além disso, é possível degustar diferentes tipos de café e aprender sobre a história do cafezinho de todo dia.

A Festa da Polenta celebra a cultura italiana presente na região, com destaque para a gastronomia típica. Durante o evento, podem saborear pratos deliciosos, como polenta, macarrão e frango frito. Além da comida, a festa conta com apresentações de danças folclóricas, música ao vivo e diversas atividades culturais. É uma oportunidade única de vivenciar esta festa tradicional. Além da Festa da Polenta tem ainda a Festa de São José, padroeiro do município, e a Festa de Nossa Senhora da Penha, que reúne muitos fiéis.

E assim, foi minha passagem pelo município de Laranja da Terra… Fica aqui a minha sugestão. Prontos para a próxima viagem? Continuem acompanhando a coluna e o programa DAQUIPRALI na Rede TV! E quero a participação de vocês através do Instagram @daquipraliviagem. Me conta se você conhece a região e o que você achou da cidade. Até a próxima!

 

 

FOTOS: DAQUIPRALI e IMAGENS DA INTERNET 

Geylla Sall

laranja da
terra

"LARANJense"

Antes de 1870, não se tem registros de nomes de não indígenas que tenham morado ou passado por aqui. Os índios que habitavam a região por essa época era os botocudos que se caracterizavam pelo uso de batuques ou rodelas grandes de madeira introduzidas em furos feitos artificialmente nos lóbulos das orelhas, nas narinas e, sobretudo, no beiço inferior. Por volta de 1880, a última tribo ainda presente e localizada na região da Barra do Taquaral não somava mais do que 30 famílias, tribo esta comandada por um cacique não índio, vulgo Capitão Canjica, de cerca de 60 anos de idade, que os índios teriam raptado quando menino nas imediações de Vitória. 

 

Esses índios com certeza tiveram contato anterior com não índios, pois se denominavam com nomes como Andrade, André, Luiz, Rafael, João e Joaquinzinho. Depois da morte de Canjica tornou-se cacique um índio de nome Furizinho. E, sob o seu comando, essa tribo migrou para o lado do Bananal (Baixo Guandu) de onde, depois de um assassinato de um não índio, se refugiou nas matas ainda virgens do outro lado do Rio Doce. Esse depoimento foi dado por Dona Elvira Rosa de Novais, sobrinha de Francisco Carlos de Almeida Rosa que em 1879 mudou de Carangola, Minas Gerais, para o Espírito Santo, e fixou residência na Barra do Taquaral, onde também Elvira e sua família se fixaram cinco anos depois.

 

O fato de se achar ainda hoje na região do município de Laranja da Terra pedaços de panelas de cerâmica, machadinhos e pontas de flechas de pedra, nos faz crer que antes dos botocudos eram tribos dos índios goytacazes tupiniquins que transitavam nesta região.

 

A partir de 1856, com a criação da Colônia de Santa Leopoldina, e 1875, com a criação da Colônia de Santa Teresa, começou-se a abrir o caminho para que fazendeiros, principalmente mineiros, e outros aventureiros entrassem para desbravar as matas ainda quase virgens das regiões do Rio Guandu e do Rio Santa Joana. E é, então, na região do Médio Guandu, que hoje compreende o município de Laranja da Terra, que entre os anos de1870 a 1880 instalam-se algumas das fazendas. A saber:

a) a de Leopoldino Antonio dos Santos ou Leopoldino “O Bravo”, fluminense que lutou na Guerra do Paraguai e que recebeu do Governo do Estado, como recompensa por seus atos de bravura e dinamismo, uma grande quantidade de terras nas imediações da atual sede municipal;

 

b) a do mineiro, de Carangola/MG, Francisco Carlos de Almeida Rosa, que se instalou na Barra do Taquaral, hoje pertencente ao Distrito de Joatuba; 

c) a de Domingos José Vieira, que se instalou na cabeceira do Ribeirão do Bom Jesus; 

d) e a de um fazendeiro que se instalou numa fazenda nos arredores de São Luiz de Miranda, alongando-se até a Barra do Lagoa (Km 18).

Além dos fazendeiros, instalaram-se também na região do Médio Guandu, ainda em fins do século XIX, pessoas de diversas origens nas novas glebas de colonização atrás de terras do governo, entre elas muitas da raça negra em virtude da abolição da escravatura, inclusive vindas do nordeste brasileiro, como Ceará e Sergipe, que faziam pequenas derrubadas para plantios de lavouras de subsistência e de café. E o italiano Valentim Perozini que se instalou no lugar, hoje, São Luiz de Miranda, comprando uma fazenda nas imediações e que, mais tarde (1921), montou um comércio na beira do Rio Guandu, perto da ponte, onde hoje se localiza a sede do município de Laranja da Terra. Era casado com Rosa Dominicini e o casal teve oito filhos.

 

As primeiras famílias de descendência alemã e pomerana vieram para a região do Médio Guandu a partir de 1901 na Barra do Crisciúma provenientes do então Município de Cachoeiro de Santa Leopoldina, das regiões de Rio Farinha, Caramuru, Jequitibá, Santa Maria de Jetibá, etc.  Foram as famílias pioneiras de Emil Holz, Ulrich Liebmann, Alberto Schroeder, Fritz Zeckel e Gustav Liebmann, entre outras.

 

No mesmo período algumas famílias, também descendentes de alemães e pomeranos, pertencentes à Igreja Adventista do Sétimo Dia, se fixaram nas imediações da atual sede do município de Laranja da Terra, provavelmente no Córrego do Laranjinha.

 

Portanto, os primeiros núcleos de colonização pomerana e alemã instalaram-se nas regiões de Barra do Crisciúma, Córrego do Crisciúma, Aventureiro e Alto Crisciúma, a partir de 1901. Mais tarde também nas regiões de Jequitibá Pequeno e Volta Grande. Todos no Distrito de Bom Jesus, hoje Sobreiro. Na mesma época também se instalaram os núcleos de colonização alemã e pomerana nas regiões do Córrego do Taquaral e do Picadão, hoje pertencente ao distrito de Joatuba.

 

E a partir de 1910 instalou-se o núcleo de colonização pomerana e alemã no atual distrito de Vila de Laranja da Terra, com a vinda dos irmãos Seibel, que vieram de Alto Santa Joana (hoje município de Itarana) e se fixaram no vale do Córrego de Laranja da Terra.

 

Em junho de 1915, a comunidade luterana inaugura a sua 1ª capela, de construção simples, sem torre e nem sino. Consta que, nesta época, era proibido, por lei, que igrejas protestantes construíssem templos com torres.

 

Nesta época também se instalaram núcleos de colonização pomerana no Córrego da Laranjinha, no Córrego do Machadinho e, beirando o Rio Guandu, no Mato Campo. E, bem mais tarde (depois de 1920) os descendentes pomeranos também se instalaram nas regiões de São Luiz de Miranda, do Córrego da Perdida, do Córrego da Timbuva, e da Barra da Lagoa (Km 18).

 

Em 1929, era, então, inaugurada a nova igreja, de construção mais sofisticada, com altar, pia batismal, torre e sino. É mais ou menos desta época a construção da Igreja Católica. Existiam, até então, duas casas de comercio e cinco residências. Uma única rua margeava o rio, sendo parte da estrada para Sobreiro.

Em 1935, foi feita uma demarcação, situando a rua principal onde hoje está localizada.

 

Por esta época foram instalados o cartório e outros serviços, como a coletoria. Não existiam, ainda, escolas e postos de saúde. As professoras lecionavam em casas cedidas pela comunidade. Alguns anos mais tarde era construída uma escola com três salas separadas.

 

A grande maioria dos descendentes pomeranos e alemães vieram da região que hoje engloba os municípios de Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá.

 

Um pequeno grupo de descendentes de italianos, vindos provavelmente da região da Colônia de Santa Teresa, instalou-se no início do século na região do Córrego do Taquaral. Destacam-se entre as famílias pioneiras as de Anselmo Armani, Paschoal Rizzi e Guido Adami.

 

Fonte: Secretaria de Estado do Turismo – SETUR/ES 

SUGESTÃO DE VÍDEO

MAPA DO ES

DISTÂNCIAS CIDADES

Afonso Cláudio
Água Doce do Norte
Águia Branca
Alegre
Alfredo Chaves
Alto Rio Novo
Anchieta
Apiacá
Aracruz
Atílio Vivácqua
Baixo Guandu
Barra de São Francisco
Boa Esperança
Bom Jesus do Norte
Brejetuba
Cachoeiro de Itapemirim
Cariacica
Castelo
Colatina
Conceição da Barra
Conceição do Castelo
Divino de São Lourenço
Domingos Martins
Dores do Rio Preto
Ecoporanga
Fundão

Governador Lindenberg
Guaçuí
Guarapari
Ibatiba
Ibiraçu
Ibitirama
Iconha
Irupi
Itaguaçu
Itapemirim
Itarana
Iúna
Jaguaré
Jerônimo Monteiro
João Neiva
Laranja da Terra
Linhares
Mantenópolis
Marataízes
Marechal Floriano
Marilândia
Mimoso do Sul
Montanha
Mucurici
Muniz Freire
Muqui
Nova Venécia
Pancas
Pedro Canário
Pinheiros
Piúma
Ponto Belo
Presidente Kennedy
Rio Bananal
Rio Novo do Sul
Santa Leopoldina
Santa Maria de Jetibá
Santa Teresa
São Domingos do Norte
São Gabriel da Palha
São José do Calçado
São Mateus
São Roque do Canaã
Serra
Sooretama
Vargem Alta
Venda Nova do Imigrante
Viana
Vila Pavão
Vila Valério
Vila Velha
VITÓRIA

… 138km
… 293km
… 220km
… 198km
… 82km
… 227km
… 81km
… 203km
… 84km
… 148km
… 177km
… 264km
… 282km
… 217km
… 147km
… 135km
… 17km
… 142km
… 135km
… 254km
… 123km
… 234km
… 46km
… 236km
… 320km
… 55km
… 202km
… 210km
… 53km
… 171km
… 71km
… 236km
… 90km
… 202km
… 137km
… 116km
… 127km
… 186km
… 202km
… 170km
… 81km
… 152km
… 138km
… 260km
… 124km
… 47km
… 163km
… 179km
… 340km
… 353km
… 169km
… 162km
… 255km
… 189km
… 271km
… 286km
… 86km
… 357km
… 151km
… 179km
… 105km
… 46km
… 87km
… 83km
… 189km
… 213km
… 239km
… 212km
… 113km
… 28km
… 159km
… 138km
… 104km
… 22km
… 287km
… 238km
… 12km
… 0km

Daquiprali | Todos os Direitos REservados