Vitória

Uma delícia de ilha

Vitória é formada por um arquipélago composto por 33 ilhas, 7 pontes que interligam ao continente. Suas belas paisagens incluem praias, montanhas, parques, manguezais e as ilhas: Ilha de Vitória, Ilha da Pólvora, Ilha Dr. Américo de Oliveira, Pedra do Ovo, Ilha das Pombas, Ilha do Urubu, Ilha das Tendas, Ilha das Cobras, Ilha Maria Catoré, Pedra da Baleia, Ilha dos Práticos, Ilha dos Itaitis, Ilha dos Igarapés, Ilha Galheta/Gaeta de Dentro, Ilha Galheta de Fora (ou Gaeta), Ilha/Rochedo das Andorinhas, Ilha Rasa, Ilha do Fato, Ilha do Pato, Ilha dos Índios, Ilha do Socó, Ilha do Frade ou Ilha Le Mote, Ilha do Chrisógono, Ilha da Fumaça, Ilha da Pedra Branca e Ilha do Mero. Algumas, inclusive, já foram integradas a Ilha de Vitória: Ilha de Santa Maria, Ilha de Monte Belo, Ilha do Boi, Ilha do Papagaio, Ilha do Sururu, Ilha do Príncipe, Ilha do Bode, Ilha do Rebelo e Ilha das Caieiras.

 

É tão parte da cidade que o capixaba nem se dá conta da quantidade de ilhas que passam no seu dia-a-dia. Em algumas dessas ilhas é que se encontram as atrações turísticas da cidade, vamos começar pelas igrejas cheias de história.

A história da Catedral Metropolitana remonta ao século XVI, quando uma capela foi construída por volta de 1550. Inicialmente uma capela simples, seu local de fundação é considerado o ponto inicial da cidade. No início do século XVIII, a capela foi elevada à categoria de igreja matriz, mas ao final do mesmo século, devido ao seu estado precário, foi demolida para dar lugar a uma nova igreja matriz, que existiu até 1918. Esta segunda igreja, ainda em estilo colonial, foi designada como catedral. No entanto, devido ao aumento da população a igreja foi demolida para dar lugar à construção da atual Catedral Metropolitana de Vitória. As obras começaram em 1920 e foram concluídas em 1970. Projetada pelo arquiteto Paulo Motta, que também foi responsável pelo projeto do Parque Moscoso. Sua arquitetura eclética, com características neogóticas, e os belos vitrais em suas paredes a tornam um símbolo importante da cidade de Vitória. A Catedral Metropolitana foi tombada em 1984, garantindo sua preservação para as futuras gerações.

A Capela de Santa Luzia é um tesouro histórico e arquitetônico de Vitória, é considerada a construção mais antiga da cidade. Erguida no século XVI sobre uma rocha era a capela particular da fazenda de Duarte de Lemos, o primeiro morador da ilha de Santo Antônio, atualmente Vitória. Com traços arquitetônicos simples, a capela apresenta uma nave retangular e capela-mor, características comuns das igrejas barrocas do estado. Sua construção em pedra e cal de ostra, coberta com telhas de barro, reflete o estilo colonial brasileiro. Na entrada um pequeno frontão do século XVIII ao lado da torre sineira. Após várias reformas, em 1943, foi restaurada e passou a funcionar como galeria de arte e Museu de Arte Sacra. Tombada em 1946, garantindo sua preservação para as gerações futuras.

Conhecida como a “igreja dos casamentos duradouros”, a Igreja de São Gonçalo foi construída em pedra e cal, em 1766. O templo apresenta características barrocas em sua fachada e altar-mor, com entalhes em madeira pintados a ouro. As imagens de Santo Inácio de Loyola e São Francisco Xavier são portuguesas do século XVII.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Negros testemunha a história e cultura afro-brasileira. Construída em 1765 pelas mãos da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, com o objetivo de exaltar a padroeira dos negros, a imponente estrutura de pedra e cal, composta por nave, capela-mor, sacristia e corredor com os ossos dos antigos membros. No interior possui 4 altares, o que está a estátua da padroeira é de 1911.

Ao lado tem a “Casa de Leilão” cuja função era arrecadar fundos para alforria de escravos. Um cemitério foi construído para oferecer um local de repouso aos irmãos negros, uma vez que os cemitérios públicos da época recusavam os corpos dos negros, mesmo aqueles que haviam sido alforriados. O patrimônio histórico nacional, preserva as características originais de sua fachada colonial e seu frontão barroco. O Museu de São Benedito do Rosário resgata toda a rica história da igreja, exibindo peças sacras e antigas vestimentas utilizadas pela irmandade, assim como o imponente andor usado nas procissões. Onde hoje está a igreja havia uma capela dedicada à Nossa Senhora do Amparo e da Boa Morte. 

No século XVII, o donatário Francisco Gil de Araújo, convidou os padres carmelitas para se estabelecerem na região. Por volta de 1675, os padres começaram a construção do Convento de Nossa Senhora do Monte do Carmo e a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo e a Capela da Ordem Terceira. Todo o conjunto arquitetônico seguia o estilo colonial, com características barrocas. O convento já abrigou um quartel militar. Entre 1910 e 1913, a estrutura ganhou mais um andar à estrutura original. A igreja renovou seu estilo arquitetônico, incluindo elementos ecléticos com influências góticas.

O Convento São Francisco foi erguido no final do século XVI pelos padres franciscanos, a pedido de Vasco Fernandes Coutinho Filho. O complexo incluía o monastério, a Capela da Ordem Terceira da Penitência e a igreja dedicada a São Francisco de Assis. Um cemitério foi adicionado ao conjunto, em uso até 1908. A estrutura já foi utilizado como escola e enfermaria durante as epidemias do século XIX, um orfanato, residência episcopal, rádio, colégio e residência das Irmãs Carmelitas. Atualmente, é sede da Cúria Metropolitana e de várias entidades ligadas à Igreja Católica. Tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1984, pois foi o primeiro convento franciscano na Região Sul do Brasil Colônia.

O Santuário-Basílica de Santo Antônio ocupa uma área de 575 m² e tem capacidade para receber cerca de duas mil pessoas. Sua construção teve início em 1956, e foi finalizada em 1976. Imponente e de belíssima arquitetura, a única basílica do Espírito Santo é simétrica nas suas formas e medidas, apresenta uma bela cúpula central de 37,74m de altura e quatro semicúpulas laterais, sua base tem forma de cruz grega, ou seja, todos os braços possuem o mesmo tamanho, são 117 janelas, e quem entra na Basílica não pode deixar de olhar para o alto e contemplar suas belas pinturas, os 20 vitrais e uma escultura do crucifixo, ambas foram feitas pelo italiano Carlo Crépaz, os afrescos pintados entre 1995 e 2002 são do artista também italiano Alberto Bogani que ofereceu sua generosa contribuição. Prova de que a união faz a força é que para a obra sair do papel, além dos padres, os moradores ajudaram e muito colocando a mão na massa. Mais uma prova da união dos fiéis está nos vitrais, onde os nomes das famílias que ajudaram financeiramente se encontram neles como gratidão da igreja.

O Museu Solar Monjardim está instalado em um belo casarão colonial que teve sua construção iniciada na década de 1780. Antiga sede da Fazenda Jucutuquara, o local abrigou ao longo de quase dois séculos importantes personagens da história regional e nacional.

 

Hoje, explorando um acervo histórico bastante eclético, o museu revela aos seus visitantes aspectos da vida cotidiana no século XIX, através dos objetos, práticas sociais e manifestações artísticas da época. Vale muito a pena a visita!

Bairro Jesus de Nazareth

O bairro ficou conhecido por vários motivos, o lugar tem arte por todo lugar, tem uma praia praticamente particular que possibilita comer moqueca com pés na areia da praia, tem barzinhos e restaurantes gostosos e uma vista privilegiada!

Escadarias do centro

A Escadaria do Palácio, do século XVII, tem uma história rica e cheia de transformações que refletem a evolução da cidade ao longo dos anos. Originalmente conhecida como ladeira Padre Inácio, em homenagem a Santo Inácio de Loiola, fundador da Companhia de Jesus. No século XIX, após a visita de Dom Pedro II ao Espírito Santo em 1860, a ladeira foi rebatizada como ladeira do Imperador, em honra ao monarca. Posteriormente, em 1883, foi transformada em uma majestosa escadaria, com seis ordens de degraus e planos calçados a paralelepípedos, iluminada por lampiões a gás. Durante o governo de Jerônimo Monteiro, a escadaria foi redesenhada e ganhou sua forma atual, sob a supervisão do engenheiro Justin Norbert. Decorada com quatro imponentes estátuas de mármore representando as estações do ano, além de uma estátua central de um adolescente sentado sobre um delfim estilizado, a escadaria tornou-se um verdadeiro ponto de referência na cidade. O nome Escadaria Bárbara Lindenberg, é uma homenagem a uma figura local, a estrutura serve como uma passagem vital entre os níveis da cidade e como um símbolo de sua herança cultural e arquitetônica.

A Escadaria de São Diogo tem suas raízes históricas no antigo Forte São Diogo. No local onde antes ficava o forte, foi construída a escadaria, inicialmente chamada de Ladeira da Pedra, devido à sua característica de ter uma escada esculpida diretamente na pedra bruta. Em 1942, uma nova escadaria foi erguida, exibindo um estilo eclético que conferiu maior imponência em relação ao desenho colonial anterior. A Escadaria de São Diogo conecta a cidade baixa, a partir da Praça Costa Pereira à cidade alta, próxima à Catedral Metropolitana.

A escadaria Dionísio Rosendo está localizada na lateral da Catedral e dá acesso a cidade alta e para quem desce para o centro. É uma bela escada, traços arquitetônicos de quando foi construída.

A Escadaria Maria Ortiz evoca coragem, resistência e vitória sobre adversidades. Seu nome é uma homenagem à jovem Maria Ortiz, cujo ato de bravura ficou marcado para sempre nos anais da história capixaba. Dia 10 de março de 1625, chegava oito naus holandesas, em uma tentativa de conquistar a ilha. Os corsários tentaram avançar pela estreita rampa conhecida como Ladeira do Pelourinho, em direção à Cidade Alta, o coração da vila. No entanto, foram confrontados pela coragem e astúcia de Maria Ortiz, que, do alto de sua janela, defendeu sua terra natal, arremessando água fervente e, posteriormente, incendiando uma das peças bélicas dos invasores. O gesto de Maria Ortiz inspirou o povo capixaba para expulsar os invasores, garantindo a segurança e a liberdade da ilha. Em reconhecimento a sua bravura, a ladeira foi nomeada em sua honra em 1899 e, em 1924, foi remodelada e transformada na imponente Escadaria Maria Ortiz. Projetada pelo engenheiro Henrique Novaes, a escadaria era inicialmente ladeada por belas residências coloniais, que foram sacrificadas em nome do progresso e da modernização da capital capixaba.

Falando em Arte

Galeria Cônego Maurício Mattos Pereira e Galeria Homero Massena são galerias de arte que recebem várias exposições durante o ano. Assim como a Casa Porto das Artes Plásticas, instalada em um prédio histórico de 1903, é um local para exposições de artistas locais e nacionais. Além de incentivar o trabalho dos artistas, a Casa Porto estimula a apreciação das obras pelo público e contribui para a maior compreensão acerca da arte visual. O espaço, sediado às portas do Centro histórico da capital, abre também uma oportunidade para que os visitantes conheçam um pouco mais sobre a história de Vitória, do Espírito Santo e do Brasil. A primeira exposição de artes plásticas foi realizada no local em 1999, ano em que o prédio passou a funcionar como espaço cultural, e homenageou os 448 anos de Vitória.

O Cais das Artes localizado na Enseada do Suá é constituído por um Museu e um Teatro para eventos de grande porte. O espaço virou piada devido a demora no tempo da sua construção.

Com mais de 100 anos de existência, o Casarão Cerqueira Lima, uma construção verde é histórica muito bonita. Localizado na região da Cidade Alta, o local foi transformado em galeria de arte e desde o dia 31 de julho de 2014 abriga o Gabinete do Centro. O espaço, conta com recepção, sala de reuniões, banheiros, jardim e estacionamento. Espaços muito antigos costumam ter lendas ou boatos. Há um registro na Polícia Civil relatando que o local foi palco de um crime que chocou a sociedade capixaba em abril de 1996, o “Casarão dos Cerqueira Lima” foi cenário do brutal assassinato de mãe e filho: Célia Maria Cerqueira Normanha, 74 anos, e seu filho Paulo Roberto Cerqueira Normanha, 46, estavam no casarão quando foram surpreendidos pelo advogado da família e por um policial militar. O objetivo era roubar um cofre da família com US$ 600 mil e joias. Para isso, amarraram as vítimas, que morreram asfixiadas, e usaram fitas adesivas para cobrir os rostos delas. Conhecido como o “Caso Normanha”, a condenação dos acusados aconteceu 10 anos depois, em 2006.

Além das galerias, vários museus respiram arte, como o Museu Capixaba do Negro, Museu de Arte do ES Dionísio Del Santo/MAES, Museu do Telefone e o Museu Solar Monjardim.

 

E teatros: Teatro Carmélia José Carlos de Oliveira, Teatro do Sesi, Teatro Edith Bulhões, Teatro Fafi, Teatro Galpão, Teatro Praça Pedro Caetano, Teatro Sesc Glória, Teatro Universitário Ufes e Teatro Carlos Gomes, este o mais bonito entre todos.

Palácio Domingos Martins foi construído em 1606 para abrigar a antiga Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia, demolida em 1911. Em 1912 foi remodelado e recebeu o nome de Palácio Domingos Martins, em homenagem ao herói Capixaba, um dos chefes da Revolução Pernambucana de 1813, morto em 1817, para sediar a Assembleia Legislativa. Suas fachadas sofreram poucas alterações, no entanto, o interior foi bastante modificado, hoje abriga o Teatro Sônia Cabral.

Estátuas e monumentos representativos

A estátua na Praça 15 de Setembro, no Centro Histórico de Vitória, é dedicada ao líder da Revolução Pernambucana de 1817, Domingos José Martins, nascido em 1781.

A figura de um índio guerreiro araribóia em tamanho natural numa pedra, apontando seu arco e flecha para a baía de Vitória é de 1959, o artista autor da estátua de bronze é o italiano Carlo Crepaz.

Dona Domingas, uma senhora negra, muito pobre, levava uma vida sofrida como catadora de papel, ela vagava dia após dia pelas ruas da cidade carregando uma sacola pesada com tudo que havia recolhido, ela foi homenageada e eternizada na estátua de bronze feita pelo artista italiano Carlo Crepaz, e colocada em destaque no espaço ao lado da escadaria Escadaria Bárbara Lindenberg.

Em tamanho natural, a estátua em homenagem ao músico Maurício de Oliveira é uma representação do artista sentado em um banco tocando o seu inseparável violão. A estátua desde maio de 2016, homenageia uma das figuras mais emblemáticas da cultura capixaba e da história da música popular enfeita a orla da praia de Camburi. O artista, que recebeu inúmeros prêmios por sua contribuição na música capixaba, nasceu em Vitória, em 1925. Filho de pescador, passou a infância na Praia do Suá, aprendendo a tocar violão com seu irmão mais velho. Mais tarde se tornou professor de violão e diretor da Escola de Música do ES, após seu falecimento, em 2009, a escola passou a se chamar Faculdade de Música do Espírito Santo “Maurício de Oliveira”. 

A obra de bronze, localizada na Praça Getúlio Vargas, foi inaugurada entre 1951 e 1955 e simboliza uma homenagem ao Presidente que mais tempo governou o Brasil, 14 anos, 11 meses e 26 dias. De pé, numa atitude característica, com uma das mãos nas costas e a outra segurando uma carta, no monumento está escrito: “Eu voz dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história”.

Conhecido como A Lei de Deus, o monumento foi inaugurado pelos Adventistas do Sétimo Dia em 1989, com participação do coro infantil pingo de luz, da igreja.

Monumento a mãe, um monumento em ferro do artista Maurício Salgueiro. Representa o útero materno e o relacionamento indissolúvel mãe e filho, ligados pelo cordão umbilical.

Monumento ao Expedicionário feito em homenagem aos integrantes da Força Expedicionária Brasileira que foram mortos na Campanha da Itália está em frente ao Palácio do governo. O soldado com a mão no peito prestes a tombar, atingido por uma bala, vestido com roupa de campanha e um fuzil em punho.

Monumento ao Imigrante Italiano, a obra é de Sheila Basílio erguida na Praça José Neffa, na Avenida Américo Buaiz. Representa a importância da cultura italiana na formação do povo capixaba. Seus dois obeliscos em granito verde, com 30 m de altura, representam esses dois povos, demonstrando que a distância geográfica não é uma barreira para a integração cultural.

Monumento do Trabalhador feito de bronze, de autoria de Euclydes Fonseca. Representa a figura de um trabalhador braçal, de dorso nu, com um martelo de cavouqueiro na mão direita, numa atitude de quem bate num piquete que segura com a mão esquerda trabalhando numa rocha.

Inaugurada em setembro de 2017, a escultura anamórfica “Vitória 360 Graus” forma o nome “Vitória” e integra o patrimônio arquitetônico e paisagístico da cidade, além de se tornar um atrativo turístico. Criado e doado pelo designer Zota Coelho, o monumento possui quatro metros de profundidade, cerca de 2,5 m de altura e 12 m de comprimento. O monumento, foi entregue na cor branca, para que de tempos em tempos pudesse sofrer intervenções de vários artistas. O mesmo artista fez a obra “Gratidão” que fica na Orla de Camburi e “Atlas“, que fica na praça do papa. 

Píer e estátua de Iemanjá Inaugurada em 1988, na Praia de Camburi, a estátua de concreto armado representa a Rainha do Mar e homenageia as tradições afro-brasileiras. A figura feminina de corpo inteiro foi esculpida pelo artista grego Iannis Zavoudakis.

Memorial da Paz é um espaço destinado a exposições temporárias e eventos culturais. Cruz reverente fica na praça do papa, o monumento é comemorativo à visita do papa João Paulo II, em 1991. Concebido pelo escultor grego Iannis Zavoudakis. O monumento é uma cruz de aço, com forma curvilínea. Traz no alto uma pomba branca, simbolizando o Espírito Santo, componente da Santíssima Trindade, segundo a Religião Católica.

Monumento a comunidade negra feito pela Ireneu Ribeiro na representação de uma casaca, instrumento musical típico do Congo, o monumento é um reconhecimento a importante contribuição do povo afrodescendente em favor do desenvolvimento e da cultura capixaba.

A obra “O Beijo” fica no Parque Pedra da Cebola. Criada em 2001, o monumento é uma homenagem ao renomado naturalista capixaba Augusto Ruschi. 

Com 16m de altura o Relógio da Praça 8 de Setembro foi construído pelo alemão João Ricardo Hermamm Schorling e inaugurado em 1942, o relógio é constituído por uma torre de 16 metros de altura, com quatro faces, em cada lado um relógio, contando ainda com sete sinos no alto da torre. Desde a sua inauguração, o relógio emite os primeiros acordes do hino do Espírito Santo a cada hora passada. Schorling cuidou do monumento até janeiro de 1955, quando morreu. A Praça Oito, originalmente conhecida como Praça Santos Dumont, cujo nome foi alterado para homenagear a data oficial de fundação de Vitória, 8 de setembro. 

Parques da cidade

Parque Botânico Vale, Parque Atlântica, Parque Estadual da Fonte Grande, Parque Mangue Seco, Parque Moscoso, Parque Municipal Barão de Monjardim, Parque Municipal de Barreiros, Parque Municipal Fazendinha, Parque Municipal Gruta da Onça, Parque Municipal Horto de Maruípe, Parque Municipal Pianista Manolo Cabral, Parque Municipal Padre Alfonso Pastore, Parque Municipal Pedra da Cebola, Parque Municipal de Tabuazeiro, Parque Natural Municipal Chácara Von Schilgen, fica no morro Gajuru 65m, ideal para caminhar e o Parque Tancredão.

Na entrada do Parque Gruta da Onça, a escultura de uma onça remete a uma das principais lendas da cidade. Segundo a história, um índio que buscava água na fonte foi surpreendido pela onça e fugiu para junto ao Penedo. Desde então, a onça passou a ser guardiã da gruta, continuando a viver em seu interior.

O arquiteto Francisco Bolonha, em 1952, projetou a Concha Acústica, localizada no Parque Moscoso, foi construída no mesmo ano e é duplamente um elemento escultórico e arquitetural, condição obtida pela ênfase plástica que domina sua concepção. 

Na Ilha do Frade está o Bosque José Moraes, é um lugar que eu gosto muito, onde muitas noivas fazem fotos… o nome é uma homenagem ao vice-governador do ES.

As praias da capital 

Praia da Direita, Praia das Guarderia (bike aquática), Praia da Ilha do Frade (flyboard), Praia das Castanheiras, Praia de Camburi, Praia de Santa Helena, Praia do Canto, Praia Enseada do Suá, Praia Curva da Jurema, Praia do Meio, Praia do Nenel, Praia Grande e a Praia Secreta de Jardim Camburi.

Toda a orla da Praia de Camburi aos domingos tem sua avenida fechada pra prática de atividades físicas. 

Escuna Cores do Mar é o nome da escuna que faz passeios pela ilha de Vitória. A atração, mais procurada no verão, faz 3 tipos de rotas: manguezal, caminho do sol e ilha de Vitória.

Outra opção e que eu amei é o passeio de barco para observação de baleias, este passeio é temporal, além dos meses, também depende de outros fatores. Muito gostoso! Veja como foi o passeio!

Ainda na água outra atração que eu indico para quem tiver só um dia no ES é fazer o passeio de volta a ilha, feita com @capitaogriloes e passa pelo maior manguezal urbano que existe. Fantástico! 

O Forte São João foi construído, no início do século XVIII, para ser uma fortaleza e proteger a ilha de Vitória de invasões estrangeiras. Em 1592, após saquear Santos, o pirata inglês Thomas Cavendish se aproximou com sua esquadra da ilha de Vitória. Para se defenderem da invasão, improvisaram, com madeira, pedras, areia, um forte na base do Morro do Penedo e outro no Morro do Vigia, este desativado hoje, já a construção do Penedo foi mantida e deu origem ao Forte São João e já passou por alguns processos de recuperação. O local já abrigou o Cassino Trianon, que lá funcionou até 1930 e durante décadas, sede do clube de regatas Saldanha da Gama, uma homenagem ao almirante carioca Luís Filipe Saldanha da Gama, hoje abriga a atual sede da Secretaria de Esportes e Lazer.

Forte São Diogo desempenhava um papel crucial na proteção de Vitória. Posicionado estrategicamente para monitorar o acesso à cidade alta, o forte guardava o braço de mar que se estendia da Baía de Vitória em direção à Praça Costa Pereira, passando pela Fonte Grande e pelo Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Com o crescimento da cidade, partes do canal de Vitória foram aterradas, tornando o forte obsoleto no século XIX e levando à sua remoção.

Construído no alto do morro da Vila Rubim pelo enfermeiro aposentado e apaixonado pela Idade Média Luiz Antônio Santos, o Castelo de Laos possui três andares que foi bastante criativo ao decorar o local. Os brasões foram feitos com pedaços de bancos do antigo Cinema São Luiz, para o lustre foram usados aros de bicicleta, na decoração você encontra figuras de bruxas, dragões e diversas estátuas.

Chafariz da Esplanada Capixaba tem sua construção creditada a Inácio Accioli de Vasconcellos, no ano de 1828. Inicialmente, foi inaugurado na rua Barão de Monjardim. Dado o desenvolvimento da cidade, a função inicial do Chafariz foi inviabilizada o que levou à sua desativação no início do século XX.

O Espaço Baleia Jubarte foi inaugurado em 2019 oferece conhecimentos sobre vários cetáceos (mamíferos como baleias, botos e golfinhos, que vivem exclusivamente no meio aquático), em especial sobre as baleias jubarte que, no Brasil, encontram-se, principalmente, na costa do Espírito Santo e da Bahia em seu período reprodutivo. Situado na Praça do Papa, conta com espaço interpretativo interno e externo com ossadas, réplicas de animais, materiais biológicos e painéis explicativos auditório, e um espaço cultural para exposições temporárias.

Estádio Salvador Venâncio da Costa, apelidado de Ninho da Águia, é um estádio de futebol localizado no bairro de Bento Ferreira, pertencente ao Vitória Futebol Clube, o mais antigo clube profissional do estado, e tem capacidade para 3.000 espectadores. Inaugurado em 1967, recebeu o nome do presidente do clube, um dos principais responsáveis por sua construção.

 

Construído em 1962, muita gente nem sabe da existência do Farol Morro Grande, no morro de São Benedito. Segundo a Marinha, ele é o farol com maior altitude focal do Brasil, ou seja, tem o maior foco de luz em relação ao nível do mar. Apesar de ter uma torre quadrangular de metal de apenas 12,2 metros de altura e 208 metros de altitude focal sua base está edificada a 196 metros de altitude. Seu alcance luminoso é de 20 milhas náuticas, equivalente a mais de 34km. Abaixo dele está o farol de Fernando de Noronha com 203m de altitude. Essas características têm valor histórico e grande relevância para as tripulações que atracam na costa em Vitória.

O Mercado da Vila Rubim é um espaço de compras; ele é um ícone da capital capixaba, refletindo a rica história e cultura de Vitória. Fundado em 1969, o Mercado da Vila Rubim é um verdadeiro tesouro de Vitória.

 

A Ponte Carlos Lindenberg ou Ponte da Passagem, de 2009 foi desenhada pelo engenheiro capixaba Karl Fritz Meyer, um designer moderno e arrojado. A curvatura da ponte, leva o nome do ex-governador Carlos Lindenberg. Imponente nos seus 55 m de altura, equivalente a um prédio de oito andares, a ponte tem 270 m de extensão, com 22,2 m de largura. Os 32 cabos de aço, produto símbolo da produção e da exportação do estado, sustentam dois tabuleiros suspensos a oito metros do espelho d’água para viabilizar, no futuro, a passagem de embarcações pelo canal.

 

Passarela Maurício de Oliveira é destinada para pedestres e ciclistas atravessarem o Canal de Camburi, tem 134 m de comprimento por 6 m de largura. Une as avenidas Fernando Ferrari e Nossa Senhora da Penha, ligando a ilha de Vitória à parte continental.

 

O Porto de Vitória localiza-se em um litoral privilegiado, possui águas tranquilas, abrigadas e profundas, fica entre os municípios de Vila Velha, Vitória e Cariacica. Um diferencial deste porto é que o navio entra na cidade, quem passar pelo Centro de Vitória pode ser surpreendido com a espetacular imagem da manobra dos navios.

Praças: Praça Egydio Antônio Coser, Praça Costa Pereira, Praça da Ciência, Praça do Cauê, Praça do Papa, Praça dos Namorados, Praça Getúlio Vargas, Praça João Clímaco, Praça 8 de Setembro e Praça Ubaldo Ramalhete.

O Planetário  é um ambiente para visitantes de todas as idades conhecerem os planetas, as constelações, os movimentos de translação e rotação e as lendas que envolvem o universo. A principal atração é a sessão Planetário, numa sala que tem o teto em forma de cúpula, sobre o qual se projetam imagens do céu noturno. Sentados sob a cúpula, num ambiente escuro, os espectadores são levados a uma viagem pelo cosmo.

Projeto Tamar proporciona atividades de educação ambiental com um roteiro interpretativo sobre a conservação das tartarugas marinhas no Brasil, biologia das espécies e espaços temáticos que evidenciam todo o ciclo de vida das tartarugas marinhas. Neste local, existem três tanques com tartarugas marinhas em diferentes estágios de vida, de filhotes à adultos, abarcando quatro espécies: tartaruga verde, cabeçuda, oliva e de pente.

 

Reserva Ecológica Ilha do Papagaio Inaugurado em junho de 2004, o parque possui quase 23.000 m² e serve de moradia para aves, mamíferos e peixes.

 

A Rosa dos ventos coincide com a posição geográfica da ilha como norte de navegação.

 

O Túmulo Simbólico do Padre Anchieta se encontra no Palácio Anchieta, atual sede do Governo Estadual do Espírito Santo, desde 1922.

 

Construído para passagem de bondes, mas nunca usado com este fim, o Viaduto Caramuru único remanescente do século 20, batizado como viaduto são Francisco foi construído entre 1924 e 1927. Mas, so recebeu este nome em 1872, antes disso era rua do fogo, onde aconteceu uma batalha entre índios e os invasores holandeses. Em 1930 foi alargada mais de 15m.

Pedra dos Dois Olhos é um maciço rochoso com quase 300 metros, sua formação peculiar é única, com duas cavernas de frente que leva o nome da pedra por parecer dois olhos. Do local é possível fazer trilha e rapel.

A Pedreira Joana D’arc é propriedade privada, mas aberta ao público, fácil acesso ao topo.

 

Ônibus Panorâmico que faz city tour sai de Vitória passa por várias atrações turísticas, Catedral, Palácio do governo, passa por alguns pontos em Vila Velha como o farol santa luzia e retorna para Vitória.

 

Palácio Anchieta teve sua construção no início no século XVI para abrigar o colégio jesuíta de São Tiago. No século XVIII, o colégio foi transformado em Sede do governo.

As Paneleiras de Goiabeiras são internacionalmente conhecidas por produzirem panelas artesanalmente, e queimadas em fogueiras ao ar livre, são consideradas Patrimônio Imaterial pelo Iphan. A tradição remete aos índios que habitavam a região e é repassada de mãe para filha até os dias de hoje. Com isso, a nossa moqueca feita nas panelas de barro é patrimônio imaterial.

E assim, foi minha passagem pelo município de Vitória… Fica aqui a minha sugestão. Prontos para a próxima viagem? Continuem acompanhando a coluna e o programa DAQUIPRALI na Rede TV! E quero a participação de vocês através do Instagram @daquipraliviagem. Me conta se você conhece a região e o que você achou da cidade. Até a próxima!

 

FOTOS: DAQUIPRALI, GOVERNO DO ESTADO DO ES, PREFEITURA DE VITÓRIA e IMAGENS DA INTERNET 

Geylla Sall

vitória

"vitoriense"

A fundação do Espírito Santo e de Vitória começa 34 anos depois de o Brasil ter sido descoberto em 1500. Explorando a região, os portugueses buscaram um local mais seguro para se guardarem dos ataques dos índios e de outros estrangeiros, principalmente de holandeses e franceses. Eles seguiram, então, pela baía de Vitória e, contornando a ilha, aportaram em Santo Antônio.

O então Rei de Portugal, Dom João III, dividiu as terras do Brasil em capitanias hereditárias, cabendo à capitania do Espírito Santo ao fidalgo Vasco Fernandes Coutinho, que tomou posse em 23 de maio de 1535, instalando-se no sopé do morro da Penha, em Vila Velha. Explorando a região, os portugueses buscaram um local mais seguro para se guardarem dos ataques dos índios e de estrangeiros (holandeses e franceses).

Em 8 de setembro de 1551, os portugueses venceram acirrada batalha contra os índios Goitacazes e, entusiasmados pela vitória, passaram a chamar o local de Ilha de Vitória.

Em meio ao pequeno núcleo urbano, de feição nitidamente colonial, havia “capixabas” – roças – na língua dos índios – expressão que acabou servindo para denominar os habitantes da ilha e, posteriormente, todos os espírito-santenses. Os índios chamavam a Ilha de Vitória de Guananira ou “Ilha do Mel” pela beleza de sua geografia e amenidade do clima com a baía de águas tranquilas e manguezal repleto de moluscos, peixes, pássaros e muita vida.

No século XX, em função da ocupação dos morros, que refletem as luzes das casas nas águas da baía, Vitória passou a ser chamada de “Cidade Presépio do Brasil” e depois “Delícia de Ilha”.

O compositor Pedro Caetano, conhecido nacionalmente, compôs uma canção que virou hino emocional da cidade e começa dizendo que Vitória é cidade sol, de céu sempre azul; Daí, outra denominação dada à cidade: “Vitória Cidade Sol”.

A partir de meados do século XX, a cidade se transformou em função das mudanças econômicas ocorridas no Estado. A ocupação urbana se estendeu por grande parte da ilha e avançou, definitivamente, em direção à porção continental do município.

A Ilha de Vitória é formada por um arquipélago composto por 33 ilhas e por uma porção continental, totalizando 93,38 km². As paisagens da cidade encantam a quem chega, quer seja de avião, navio ou pela via terrestre. Sete pontes interligam a Ilha de Vitória ao continente.

A capital do Espírito Santo, com 355.875 habitantes conforme a estimativa de população do IBGE (2015), é o centro da Região Metropolitana, que congrega mais seis municípios – Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Vila Velha e Viana -, totalizando uma população estimada em 1,910 milhão. Está localizada estrategicamente na Região Sudeste, próxima dos grandes centros urbanos do país. Limita-se ao Norte com o município da Serra, ao Sul com Vila Velha, a Leste com o Oceano Atlântico e a Oeste com o município de Cariacica.

A cidade é singular por suas belezas naturais, seus grupos culturais tradicionais, seu crescimento notável, sendo um destino turístico em ascensão. A cidade possui um espaço territorial propício para eventos e negócios, destacando-se a realização de esportes náuticos. Além disso, Vitória vem se preparando para oferecer cada vez mais serviços qualificados e diversificados.

Fonte: Secretaria de Estado do Turismo – SETUR/ES 

SUGESTÃO DE VÍDEO

MAPA DO ES

DISTÂNCIAS CIDADES

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Água Doce do Norte
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Viana
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Vila Velha
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