Fiquei curiosa para conhecer Itarana quando vi uma imagem do cartão-postal da cidade, a Capela de Santa Luzia então peguei a estrada e fui conferir de perto.
História
Assim que cheguei antigos moradores me relatam que em 1879, várias famílias de San Cassiano de Treviso, na Itália, resolveram emigrar para o Brasil, viajando no veleiro “La Valleja”. Chegaram em 21 de junho do mesmo ano em Santa Teresa, onde encontraram patrícios que haviam saído antes da sua terra natal e já possuíam propriedades no Brasil. Os san-cassianos trabalharam até localizarem outras terras para colonizar.
As primeiras construções e edificações foram feitas onde hoje se encontra Limoeiro e o primeiro nome da cidade Vila de Figueira de Santa Joana deu-se ao fato de que, após uma difícil jornada, descansaram debaixo de frondosa figueira, para outros, o nome era devido a festa de Santa Joana Francisca e Santa Joana Isabel, celebradas pela Igreja Católica.
Atrações turísticas religiosas da cidade
A Igreja Matriz Nossa Senhora Auxiliadora chama atenção por sua arquitetura eclética. Caracterizada pela simetria espacial é constituída de três naves, dois altares secundários e um altar principal. Por fora e por dentro as cores usadas são azul e branco. Seu piso é composto por ladrilhos hidráulicos. Sua escadaria tem a formação de uma cruz. Suas obras da reforma começaram em 1920 realizada a pedido de um padre que veio da Alemanha como missionário, o qual tem seus restos mortais no interior do templo. A inauguração foi realizada em julho de 1951, pelo Bispo Dom Luis Scortegagna. Esta foi a primeira igreja a ser consagrada no Espírito Santo, antes até do Convento da Penha, que nessa época ainda não era consagrado. Os anjos que guardam a imagem no altar e seguram candelabros, foram esculpidos no tamanho e rostos de crianças que nos acompanhava a obra. Toda a história da igreja será contada no museu sacro com um acervo que está sendo montado pelos itaranenses.
Em frente à igreja você encontrará uma placa de granito verde Itarana extraído na região e exportado para vários países com grande aceitação no mercado internacional e nesta placa está escrito em inox o nome da cidade
No interior do município de Itarana está concentrada a maioria dos descendentes de imigrantes pomeranos, que vieram para a região no século passado. Além dos costumes e tradições trouxeram também a religião Luterana. Na comunidade de Alto Jatibocas, localizada ao lado da Igreja Evangélica de Confissão Luterana de Alto Jatibocas, está a Torre Sineira. Construída em madeira no estilo enxaimel, sem nenhum parafuso, a edificação data do ano de 1929. Pertencia a uma antiga igreja e foi desmontada e montada novamente apenas uma vez, continuando em ótimo estado.
O cartão-postal de Itarana é conhecida por sua arquitetura peculiar e pela beleza natural ao redor a Capela de Santa Luzia está no cume de uma grande pedra, a 935 metros de altitude. No local é possível desfrutar de um belíssimo pôr do sol, um verdadeiro espetáculo da natureza. A capela foi encomendada em 1936 pelas famílias Furlan, Passamaia e Zanotti com o intuito de substituir uma capelinha de madeira construída em devoção a Santa Luzia. A obra foi concluída em 1946, tendo sua estrutura toda edificada com pedras. Para chegar nesta capela passei por estrada de terra com trechos bem íngremes e muitas árvores.
Além da capela, um sino
e uma cruz completam o cartão-postal.
Pela cidade
A antiga Estação da cidade, hoje desativada virou sede para órgão público, atualmente é onde está abrigada a Secretaria de Saúde.
Na Praça principal é onde está o letreiro “Eu amo Itarana” e também um monumento homenageando a primeira professora pública da cidade.
Itarana é uma cidade propícia para a prática de esportes radicais, principalmente o voo livre, com 670m de altitude o percurso possui uma subida muito íngreme até chegar na Rampa de Voo Livre José Bridi.
Estância da onça é um espaço verde bem arborizado, com um lago lindo, vários pedalinhos, tirolesa, cascata, restaurante, chalés e área infantil. A entrada da Estância é gratuita, o local ainda permite levar alimentação, mas a bebida consumida deve ser do local. Passei o dia nessa delícia de lugar! Mas, não cheguei a me hospedar lá.
Dentro desta ampla propriedade localizada no bairro Praça 8 está a Pedra Praça 8, só é possível chegar com carro 4×4, por ser bastante íngreme e ter muito mato na estrada, mas quem quiser subir, a estância disponibiliza um funcionário para levar até o local que tem uma vista linda de cima.
Em frente à Estância tem uma igreja verde quadriculada, sem nome algum e que estava fechada, vou chamar aqui de Igreja Praça 8, talvez seja uma igreja ecumênica, atrás dela está o cemitério do bairro.
Itarana ainda reserva cachoeiras, entre elas a Cachoeira do Jacó, a Cachoeira do Limoeiro, Cachoeira do Rio Alto Barra Encoberta – dentro da propriedade Maier, Cachoeira do Rio Jatibocas e Cachoeira do Rio Santa Rosa, para quem quer se refrescar e passar um dia tranquilo nas águas dessas deliciosas cachoeiras.
Como é que faz?
Alambique da Cachaça Itaraninha atravessa gerações, e hoje quem está à frente é o Sr. Sergio Elias Fioroti ou Tunga recebe visitantes para acompanhar o processo de produção da cachaça que já ganhou concursos e título de uma das melhores do ES.
Além da cachaça, também é possível visitar plantação de roseiras e a produção dos queijos Lamberti, que devido ao seu sabor já foi escolhido como o melhor queijo do Espírito Santo por dois anos consecutivos.
Uma atração turística de Itarana que não fui, mas confesso que fiquei bem curiosa foi a Casa Mal Assombrada, com certeza deve ter muitas lendas envolta dela. Se souber de alguma, conta pra gente.
E assim, foi minha passagem pelo município de Itarana… Fica aqui a minha sugestão. Prontos para a próxima viagem? Continuem acompanhando a coluna e o programa DAQUIPRALI na Rede TV! E quero a participação de vocês através do Instagram @daquipraliviagem. Me conta se você conhece a região e o que você achou da cidade. Até a próxima!
FOTOS: DAQUIPRALI, GOVERNO DO ESTADO DO ES, PREFEITURA DE ITARANA, CAMINHA GENTE E TADEU BIANCONI
Segundo informações de antigos moradores, em 1879, várias famílias de San Cassiano de Treviso, na Itália, resolveram emigrar para o Brasil, viajando no veleiro “La Valleja”. Chegaram em 21 de junho do mesmo ano em Santa Teresa, onde encontraram patrícios que haviam saído a mais tempo de sua terra natal e já possuíam propriedades no Brasil. Os san-cassianos trabalharam durante três anos para os seus patrícios, em Santa Teresa, buscando informações para localizarem outras terras a colonizar.
Casotti, um agrimensor, que abriu uma picada até o rio Santa Joana, animou as famílias, dando boas informações sobre as terras por ele encontradas.
No ano de 1882, doze famílias vindas da Itália, vieram para Santa Teresa. Elas eram: Daleprani, De Martin, Fiorotti, Meneghel, Fardin, Coan, Rabbi, Toniato, Denardi, Perin, Mazzo e Bergamaschi. Chegaram primeiro ao porto de Santa Leopoldina pelo Rio Santa Maria, de lá para Santa Teresa, na esperança de dias melhores e uma condição de vida digna, conforme fora prometido pelo governo brasileiro em virtude de terem perdido a mão de obra escrava e estes vieram suprir sua falta. Por coincidência do destino, muitos deles figuram nas páginas dos livros como fundadores de nossa terra, Itarana. Para terem acesso a Itarana, saíram de Santa Teresa numa viagem de muito sofrimento, dificuldade, onde a morte, a desesperança, a dor e a tristeza tornava conta de cada um.
Na localidade onde hoje se encontra Limoeiro, já estava fixado Antônio Gonçalves Ferreira que juntamente com outros empregados deram início as primeiras construções e edificações da futura Vila de Figueira de Santa Joana. Contam os mais antigos que o primeiro nome da cidade deu-se ao fato de que, após uma difícil jornada, descansaram debaixo de frondosa figueira (cuja localização até hoje é discutível, uma vez que alguns afirmam que ficava onde hoje se encontra a Igreja Matriz, outros, que o local da figueira é onde está hoje o campo do Flamengo, e próxima a um rio, até então sem nome, e que passou a ser chamado de Santa Joana, talvez pela proximidade da festa de Santa Joana Francisca e Santa Joana Isabel, celebradas pela Igreja Católica, no período de 21 a 26 de agosto, uma vez que de acordo com os historiadores teriam os imigrantes chegado a sede de Itarana em 1º. de agosto.
De acordo com a história, neste tempo também chegaram os primeiros imigrantes alemães, vindos de uma região hoje extinta chamada Pomerânia. A família Schultz, segundo relatos históricos, foi a primeira a chegar, formando logo uma comunidade de luteranos. A expressão da comunidade formada pelos luteranos ainda hoje conserva os valores e tradições como: a língua, a dança, a culinária e tantos outros que efetivamente deram importante participação no desenvolvimento do Município. Com a chegada dos imigrantes pomeranos, inicia-se também a pluralidade religiosa já que estes trouxeram consigo uma nova religião: a luterana, fundada por Martinho Lutero. Além dos Schultz, outros nomes como Uhlig, Mielke, Brandt e Berger, fazem parte dos anais históricos do Município. Embora possa passar algumas vezes desapercebida, a imigração alemã trouxe grandes nomes para o Município de Itarana, haja vista que o primeiro vigário, Bernardo Henrique Niewind, era natural da Alemanha.
Itarana (antiga Figueira de Santa Joana) e Itaguaçu (antiga Nossa Senhora da Boa Família), faziam parte do Município de São Sebastião do Alto Guandu – atual Afonso Cláudio, daí encontrar-se ainda hoje em funcionamento, na sede do Município, a Capela de São Sebastião, que depois de alguns anos abandonada e correndo literalmente o risco de ser demolida, voltou as atividades, sendo o padroeiro da comunidade sede do município.
Fonte: Secretaria de Estado do Turismo – SETUR/ES
Afonso Cláudio
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Santa Teresa
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