Itapemirim

Águas de Itapemirim

Itapemirim faz parte da rota da Costa e da Imigração, um verdadeiro recanto a 122 quilômetros de Vitória. Na sede, a história. Na orla, a pacata vila de pescadores. No povo, o sorriso humilde de quem adora receber os novos amigos que chegam para conhecer a cidade.

Inaugurada oficialmente em 15 de setembro de 1855 pelos capuchinhos, a Igreja Nossa Senhora do Amparo templo é o principal marco histórico do município com mais de 250 anos! Sua arquitetura possui traços romanos e portugueses. Sua fachada nos faz voltar no tempo e em seu interior encontramos imagens com mais de 300 anos. O sino fica na torre e a Capela do Santíssimo fica logo na entrada da igreja.

As praias de Itapemirim são famosas, entre elas está a Praia de Itaoca, com a faixa de areia extensa e mar tranquilo. Assim como Itaoca, a Praia de Itaipava possui as mesmas características, até porque uma é sequência da outra, nesta está o Píer dos pescadores, onde as pessoas caminham até o final para curtir o visual. Em ambas, no verão acontece grande aglomeração de pessoas e pra completar o trio, a Praia da Gamboa, esta é mais deserta, uma praia mais rústica, sem muita intervenção humana.

A Ilha dos franceses é o lugar ideal para pesca e mergulho, mas para chegar no local, é preciso pegar uma escuna que fica nas praias do município. Um farol de 12 metros de altura, construído em 1730, está em pleno funcionamento, ajudando a sinalizar a existência da faixa de terra às embarcações. Tombada como patrimônio paisagístico, a origem do nome “Ilha dos Franceses” se deu devido a invasão dos franceses, em 1555, no litoral de Itapemirim, quando a mesma serviu de base de apoio. 

E foi aqui, que o ambientalista Augusto Ruschi descobriu uma espécie em extinção, o morcego pescador Nostílio Leporinus Leporinus L.

Com águas cristalinas, a Lagoa Guanandy ou a Lagoa das Sete Pontas ou ainda Lagoa do Gomes é a sensação do verão em Itapemirim, suas águas cristalinas e azuladas surpreendem os antigos frequentadores e conquistam os mais novos. Guannady é uma planta nativa abundante em determinado trecho próximo ao mar, os indígenas extraíam dela um suco de cor vermelha.

A Trilha Mãe d’Água é uma caminhada ecológica da Lagoa Guanandy monitorada por uma equipe de servidores da secretaria de Turismo, que acontece aos sábados, desde que haja número de inscritos suficientes. Para agendamento as inscrições podem ser feitas no Centro de Informações Turísticas em Itaoca.

O Rio Itapemirim é responsável por parte da imigração no Brasil, que deixou um rastro histórico/cultural eternizado no jongo, nas igrejas, nos casarios e nos quadros de D. Pedro II e da imperatriz D. Tereza Cristina. 

Para subir o Frade e a Freira eu me hospedei na pousada com o mesmo nome que tem um acesso super fácil por dentro da pousada. Sem falar que a pousada é muito aconchegante! Após conhecer a pousada, fiz umas fotos, acordei mais cedo, no dia seguinte para ver o nascer do sol, colhi laranja no pé… Depois fui subir o monumento.

A formação granítica natural conhecida como O Frade e a Freira tem 683 metros de altitude numa área de Mata Atlântica com 861,4 hectares. O gigante maciço rochoso se divide em duas partes, um frade e uma freira, frente a frente. O monumento natural é procurado por pessoas que querem contemplar a natureza e a prática de escalada esportiva, como trilha e rapel.

Reza a lenda que um frade e uma freira se apaixonaram, e como suas vidas deveriam ser dedicadas as obras de Deus, eles não poderiam permanecer juntos, se rendendo aos encantos do amor. Para que pudessem continuar juntos, os dois foram transformaram em montanha, um de frente para o outro, se admirando. Para subir a pedra, fiquei hospedada no Chalés Frade e a Freira, uma pousada deliciosa que fica bem no alto, por isso, a trilha para chegar até o monumento é curta.

O Horto Municipal produz mudas de espécies nativas da região e também da mata atlântica, o objetivo dessa produção é para paisagismo e educação ambiental. O espaço ao ar livre tem 16.000m2 e abriga mais de 1.800 mudas de árvores de 40 espécies diferentes, além um lago e espaços para fazer piqueniques curtindo um dia em meio a natureza.

Além desses lugares citados, é possível conhecer a Lagoa Encantada, Eco Park Praia Sul, o Museu ferroviário, a Praia do Martins, a Praça Antônio Bianchi, a Pedra de Itaoca e o Parque de Exposição Ayrton de Moreno.

E assim, foi minha passagem pelo município de Itapemirim… Fica aqui a minha sugestão. Prontos para a próxima viagem? Continuem acompanhando a coluna e o programa DAQUIPRALI na Rede TV! E quero a participação de vocês através do Instagram @daquipraliviagem. Me conta se você conhece a região e o que você achou da cidade. Até a próxima!

 

 

FOTOS: DAQUIPRALI, GOVERNO DO ESTADO DO ES, PREFEITURA DE ITAPEMIRIM e IMAGENS DA INTERNET 

Geylla Sall

ITAPEMIRIM

"itapemirinense "

O Município de Itapemirim, anteriormente à criação do município de Cachoeiro de Itapemirim, abrangia todo o sul do estado do Espírito Santo até a fronteira com Minas Gerais. O município ocupa justamente a região do baixo rio Itapemirim, que com seu afluente, o rio Muqui do Norte, tem importância decisiva na vida sócio econômica da região. A mais antiga referência sobre povoamento da região do atual município de Itapemirim remonta a 1539, quando Pedro da Silveira estabeleceu-se próximo a foz do Itapemirim com uma fazenda.

A região, entretanto permaneceu até ao século XVIII, sem nenhuma maior ocupação. Somente após o célebre ataque dos indígenas Puris, em 1771, que os mineradores da região da Serra do Castelo, em fuga, vieram, em parte se estabelecer na foz do Rio Itapemirim. Dois destes mineradores, Pedro Bueno e Capitão Baltazar Caetano Carneiro, adquiriram os direitos de Inácio Cacundo a uma fazenda, com engenho de açúcar, que fora fundado em torno de 1700 por Domingos de Freitas Bueno Caxangá. Esta propriedade, denominada Fazendinha, localizava-se onde é a cidade de Vila de Itapemirim. Entre os fugitivos dos puris estava o vigário do Arraial de Santa Ana de Castelo padre Antônio Ramos e Macedo que trouxe para a então capela da Fazendinha as imagens de Nossa Senhora da Conceição, São Benedito, a pia batismal e o sino que serviram para a nova paróquia, depois dedicada a Nossa Senhora do Amparo.

A região progrediu com o surgimento de novas fazendas, a concessão de sesmarias e a legalização das propriedades, no período final do século XVIII e início do século XIX. Toda vida econômica baseava-se na cultura da cana e na produção de açúcar e aguardente. O progresso tornou-se tal que, pelo Alvará de 27 de junho de 1815, foi criado o município de Vila de Itapemirim, sendo o patrimônio da Câmara demarcado pelo Ouvidor José Libano de Souza, numa área de meia légua quadrada e instalada a 9 de agosto de 1815. Nesta época havia nove engenhos de açucar desde a foz do Rio Itapemirim até as cachoeiras onde hoje fica a cidade de Cachoeiro de Itapemirim.

Eramales: Aguapé, barra Seca, Areia, Boa Vista, Cutia, Paineiras, Poço grande e São Gregório da Ribeira, população da região atingiu em 1824, 2.332 habitantes, sendo 1.184 livres escravos vivendo em 227 habitações. A importância da região devia-se aos seguintes fatores: grandes propriedades agrícolas produtoras de cana-de-açúcar e posição estratégica da Vila de Itapemirim, que além de servir de porto escoadouro da produção, situava-se no encontro entre a chamada Estrada Geral, que unia pelas praias de Vitória ao Rio de Janeiro, e a ligação com o interior, especialmente com a estrada do Rubim na Serra do Castelo. Em 1828, a Vila de Itapemirim possuía apenas duas lojas de fazendas e três de mantimentos e bebidas, havendo uma escola de primeiras letras com doze alunos.

O progresso regional estava intimamente ligado a produção de cana-de-açúcar e aguardente. Este trabalho agrícola exigia mão-de-obra escrava que nem sempre era pacíficas ordens e os tratos recebidos. Exemplo disso foi o levante de escravos de 1831 que atingiu grandes proporções. Mesmo após a lei que proibia o tráfico de escravos, tentou-se em Itapemirim o desembarque deles, em 1851 e 1852, com os navios negreiros Sociedade Feliz e Segundo, respectivamente, que foram rendidos. O Barão de Itapemirim era acusado de ser o principal protetor dos traficantes de negros escravos do Espírito Santo. Uma estatística de 1851 mostra o poderio econômico de Itapemirim. Nesta fase máxima, em seu território, produzia-se mais da metade de todo o açúcar de aguardente do Espírito Santo. Havia 22 engenhos com 1.348 escravos produzindo 78.700 arrobas de açúcar, 12 estabelecimentos produzindo 622 pipas de aguardente, além de 13 grandes fazendas, com 415 escravos rendendo18.600 arrobas de café. Este notável desenvolvimento econômico, produzido pelo cultivo de cana-de-açúcar, resultou no período de maior projeção do Município de Itapemirim, que foi entre 1850 e 1870.

Já em 1852 o porto de Itapemirim era ligado por navegação regular a vapor com Anchieta (Benevente), Guarapari, Vitória, Santa Cruz, São Mateus, Caravelas (BA) e exportava principalmente o açúcar, a aguardente e o café da região. Desde o período são grandes os casarões de fazenda, hoje desaparecidos em quase toda sua totalidade, inclusive o que tinha forma de Castelo da Fazenda Santo Antônio de Muqui, pertencente ao Barão de Itapemirim. São desta época também os casarões que enriqueceram a paisagem urbana da Vila de Itapemirim e a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, que é a terceira construída no local. Precedeu-a a antiga capela da Fazendinha que durou até 1815, quando o Presidente da Província Francisco Alberto Rubim iniciou a construção da Segunda que logo ficou superada pelas necessidades e exigências da vila que progredia.

Boa parte das construções na Vila de Itapemirim tiveram como material as pedras que vinham nos navios, servindo de lastro, que eram despejadas para dar lugar ao açúcar para embarcar. Com a decadência do açúcar, pelo aviltamento nacional de seus preços, surgiu no interior do Vale de Itapemirim e provocou a emancipação, a 25 de março de 1867. O município de Itapemirim ficou reduzido a uma breve faixa costeira. Assim, iniciou-se um processo lento, mas contínuo de decadência, pois o açúcar já não mais tinha grande representação econômica e a região do café, que gerava riqueza, ficou toda anexada ao novo município de Cachoeiro de Itapemirim. Em 1871 havia no município de Itapemirim 4.680 habitantes livres e 2.013 escravos. No ano seguinte, em função da necessidade de exportar o café produzido no interior, o capitão Hanrique Deslandes teve a concessão para explorar a navegação a vapor entre o porto de Itapemirim e Cachoeiro. Esta navegação iniciou-se em 3 de abril de 1876, com quatro vapores acrescida posteriormente de mais quatro outros, sendo um exclusivo de passageiros.

A navegação do Rio Itapemirim prosseguiu, com algumas dificuldades até que em 1881, o Capitão Deslandes transferiu ao Português Simão Rodrigues Soares a concessão. Nesta nova fase, com a subvenção oficial de 18 contos de reis por ano, restabeleceu-se, ampliou-se a navegação, que atingiu também portos vizinhos e fez desenvolver no porto da barra de Itapemirim um novo centro urbano, a Barra de Itapemirim, com imponência do Trapiche, construído em 1866, e de outros casarões e igrejas do final do século. Mas a região empobreceu e servia apenas de entreposto comercial para o interior que sucessivamente aumentava sua produção cafeeira. No governo de Muniz Freire (1892 a 1896) foi feito um contrato para estabelecer um engenho central em Itapemirim, entretanto somente no Governo Jerônimo Monteiro (1908 a 1912) houve a efetivação de medida, com a criação da Usina Paineiras, destinada a modernizar e ampliar a produção de açúcar, substituindo os velhos e anti-econômicos engenhos.

No início do século, com o desmatamento do vale, o Rio Itapemirim começou a apresentar sérias dificuldades para a navegação devido ao assoreamento de seu leito. Também, nesse período, iniciou-se a construção da Estrada de Ferro Itapemirim, que ligava o Porto da Barra do Itapemirim até a Usina Paineiras e, posteriormente (1920), de Paineiras até Cachoeiro. Com a ligação ferroviária de Cachoeiro de Itapemirim ao Rio de Janeiro (1903) a Vitória (1910) e o assoreamento da foz do rio, o porto da Barra de Itapemirim, que era o principal e único fator de riqueza no município foi desativado. Itapemirim também servia de entreposto da Colônia do Rio Novo e a ela era ligado por um canal artificial, denominado Canal do Pinto, construído pelo engenheiro Pinto. Este canal perdeu sua função a partir da construção da Estrada de Ferro do Litoral, em 1928, que ligava Rio Novo do Sul a Paineiras, e da Estrada de Ferro Itapemirim. Entretanto, com a abertura rodoviária ligando Cachoeiro ao Rio de Janeiro e à Vitória, via Rio Novo, a Estrada de Ferro do litoral perdeu sua razão de ser e foi extinta. Consequentemente, o Município de Itapemirim ficou isolado do desenvolvimento até que muito recente, com as aberturas de vias de comunicação (estradas), houve sua reintegração ao progresso regional.

Fonte: Secretaria de Estado do Turismo – SETUR/ES 

SUGESTÃO DE VÍDEO

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